Economia solidária: geração de emprego e renda com a força da fraternidade


Opinião e Notícias – Antes de o sol nascer, aos domingos, membros do grupo Bom Pastor já estão na Feira da Avenida Afonso Pena, Centro de Belo Horizonte, preparando a barraca que reúne o trabalho desenvolvido em equipe: peças de artesanato, como panos de prato, toalhas de rosto, de banho, de lavado, feitas com crochê, bordado e tricô, ponto-cruz e macramé. Uma rotina que é seguida desde 2004 e garante renda para os integrantes do grupo. A organização dos trabalhadores é uma iniciativa do Projeto Economia Solidária do Vicariato para Ação Social e Política da Arquidiocese de Belo Horizonte. A artesã Maria da Conceição Oliveira Pena, coordenadora do grupo Bom Pastor, e outros quatro integrantes, durante a semana, produzem as peças que estarão na exposição.
Em um mês, são comercializados mais de mil itens, com preços que variam de R$ 5,00 a R$ 120,00 – o valor de um jogo de toalhas. “Com a crise financeira, as nossas vendas caíram pela metade, mas ainda é possível obter uma boa renda com esse trabalho”, diz Maria da Conceição Pena.

Todo lucro obtido com a venda das peças é dividido entre os membros, depois que são debitadas as despesas administrativas e com a compra de materiais para a confecção do artesanato. A Maria da Conceição, que é aposentada, destina a sua parte no lucro para quitar as despesas mensais com plano de saúde. Na sua avaliação, o mais importante é que o trabalho se organiza em cooperativa, sem disputas internas. Cada integrante tem direito a participar das discussões e das decisões do grupo sobre a melhor forma de gerir o empreendimento. Nesse ambiente, é possível ainda compartilhar tristezas, alegrias, conhecimento e muitas ideias.

O Projeto Economia Solidária presta assessoria por meio de diferentes linhas de ação: formação profissional e política dos empreendedores por meio de cursos e oficias; apoio para a comercialização organizando feiras, lojas, pontos fixos e eventos; incentivo à organização dos grupos e seus empreendimentos, promovendo, entre outras ações, financiamento solidário, o estimulo à participação dos representantes de grupos de economia solidária nas reflexões que ocorrem nas instâncias do poder público.olidári: geração de emprego e renda com a força da solidariedade

Antes de o sol nascer, aos domingos, membros do grupo Bom Pastor já estão na Feira da Avenida Afonso Pena, Centro de Belo Horizonte, preparando a barraca que reúne o trabalho desenvolvido em equipe: peças de artesanato, como panos de prato, toalhas de rosto, de banho, de lavado, feitas com crochê, bordado e tricô, ponto-cruz e macramé. Uma rotina que é seguida desde 2004 e garante renda para os integrantes do grupo. A organização dos trabalhadores é uma iniciativa do Projeto Economia Solidária do Vicariato para Ação Social e Política da Arquidiocese de Belo Horizonte. A artesã Maria da Conceição Oliveira Pena, coordenadora do grupo Bom Pastor, e outros quatro integrantes, durante a semana, produzem as peças que estarão na exposição.
Em um mês, são comercializados mais de mil itens, com preços que variam de R$ 5,00 a R$ 120,00 – o valor de um jogo de toalhas. “Com a crise financeira, as nossas vendas caíram pela metade, mas ainda é possível obter uma boa renda com esse trabalho”, diz Maria da Conceição Pena.

Todo lucro obtido com a venda das peças é dividido entre os membros, depois que são debitadas as despesas administrativas e com a compra de materiais para a confecção do artesanato. A Maria da Conceição, que é aposentada, destina a sua parte no lucro para quitar as despesas mensais com plano de saúde. Na sua avaliação, o mais importante é que o trabalho se organiza em cooperativa, sem disputas internas. Cada integrante tem direito a participar das discussões e das decisões do grupo sobre a melhor forma de gerir o empreendimento. Nesse ambiente, é possível ainda compartilhar tristezas, alegrias, conhecimento e muitas ideias.

O Projeto Economia Solidária presta assessoria por meio de diferentes linhas de ação: formação profissional e política dos empreendedores por meio de cursos e oficias; apoio para a comercialização organizando feiras, lojas, pontos fixos e eventos; incentivo à organização dos grupos e seus empreendimentos, promovendo, entre outras ações, financiamento solidário, o estimulo à participação dos representantes de grupos de economia solidária nas reflexões que ocorrem nas instâncias do poder público.

Pesquisas da Secretaria Nacional de Economia Solidária, do Ministério do Trabalho, indicam que projetos de economia solidária vêm crescendo de maneira rápida, não apenas no Brasil, mas em muitos outros países. Um mapeamento realizado pelo órgão mostra que 70% dos empreendimentos solidários em todo o Brasil foram criados entre 1990 e 2005, e que deles participam um milhão e duzentos e cinquenta mil trabalhadores, em múltiplas formas de organização. Há predominância de associações, com 54%; grupos informais, 33%; e as cooperativas, com 11%. Muitos desses grupos, que sobrevivem até hoje, nasceram e se desenvolveram com a ajuda da Igreja Católica.

Pesquisa busca ajudar empreendimentos solidários

Avaliar a atuação da extensão da PUC Minas junto ao Movimento de Economia Solidária, aprofundando o conhecimento sobre os artesãos e auxiliando-os. Esse é o principal objetivo de pesquisa realizada pelas estudantes do Curso de Ciências Econômicas da PUC Minas Camila Beatriz da Silva e Emmanuele Silveira, respectivamente do 7º e do 8º períodos do turno manhã no Campus Coração Eucarístico, e pela ex-aluna Luana Ayres Dutra Martins da Silva, orientadas pelas professoras Catari Vilela e Tânia Cristina Teixeira. As estudantes, a partir de questionários, buscam conhecer os integrantes do Movimento de Economia Solidária, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, mapeando os empreendimentos solidários e analisando os dados. Com o estudo, é possível desenvolver novas estratégias para ajudar empreendedores que se dedicam à economia solidária.
O trabalho desenvolvido pelas estudantes envolveu expositores da feira de economia solidária realizada anualmente, desde 2010, na PUC Minas. O estudo identificou, entre outros aspectos, grande índice de analfabetismo entre os que trabalham com artesanato, tecidos, costura, bordados e alimentos. Uma das expositoras na Feira é Neuza Maria Ferreira, de 65 anos, que tem o ensino primário. Somente na última edição anual da feira, em 2017, participaram 80 expositores.

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