Casa de Apoio à Saúde Nossa Senhora da Conceição acolhe enfermos

A Casa de Apoio à Saúde Nossa Senhora da Conceição ampara enfermos, dependentes químicos e pessoas em situação de rua que se recuperam de enfermidades, após alta hospitalar. A Instituição acolhe, atualmente, 60 moradores: 40 deles convivem com o vírus HIV/Aids e outros 20, levados por meio do programa pós-alta hospitalar.

A estrutura conta com dois assistentes sociais, um auxiliar administrativo, enfermeira, instrutora social, dois técnicos de enfermagem, 14 cuidadores, dois porteiros, dois vigias, quatro cozinheiras e três auxiliares de serviços gerais.

O coordenador e assistente social, Cássio Henrique Isaías Silva, diz que a Casa de Apoio se encontra em momento de transição e que há vários planos para de incremento das atividades nos próximos meses. Depois de uma análise de toda a situação da Casa de Apoio à Saúde, houve um grande planejamento de ações, que envolveu todos os moradores, funcionários e voluntários.

“Para garantir o atendimento às pessoas acolhidas, o trabalho é realizado em uma perspectiva biopsicossocial”, esclarece o coordenador: o bio se refere a ações de promoção aos cuidados à saúde dos moradores, com marcação de exames, consultas e outros procedimentos; o psico é relativo aos encaminhamentos para atendimento psicológico e psiquiátrico do SUS; e, por fim, o social se relaciona às articulações para garantir aos usuários serviços socioassistenciais disponíveis no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), com encaminhamento para recebimento de benefícios e documentação, e ações socioeducativas e voluntárias, entre outras.

O plano para 2019 prevê ações voltadas à espiritualidade, confraternizações, promoção da saúde e cidadania. “Também queremos resgatar a proposta inicial da casa, que é a de ser uma moradia temporária para pessoas em convalescência que estão à margem da sociedade e, dessa forma, limitar o tempo de permanência dos futuros moradores. A ideia é realizar a reativação de vínculos afetivos deles com suas famílias, por meio de encontros, e, em seguida, promover a reinserção familiar voluntária”, explica Cássio Silva.

Entre os voluntários que visitam com regularidade a Casa de Apoio, encontra-se a enfermeira e funcionária pública Ana Flávia Moreira Silva. Semanalmente, ela visita os moradores e promove a oficina da beleza. Além ela passar esmalte, faz sobrancelha e maquiagem nas moradoras e também corta as unhas dos moradores e faz massagens usando a técnica shiatzu. “Todos são muito carentes devido à grande discriminação que sofrem de grande parte da sociedade. Poder fazê-los um pouco mais feliz é o mais importante”, explica Ana Flávia. Ela também é responsável por promover um animado bingo pelo menos uma vez por mês. Os brindes (material de higiene, bolsas, carteiras) são doados por amigos da enfermeira. José Fonseca e Antônio Vitalino são dois dos jogadores mais entusiasmados. “Já ganhei no bingo da Ana Flávia sabonete, creme dental, uma camisa e uma touca”, diz Antônio. “Eu já consegui sabonete e perfume”, conta José Fonseca. Entre os planos de Ana Flávia está o de abrir uma casa especial para portadores de HIV. Ela disse que já conseguiu o imóvel, mas está tentando fazer parcerias para concretizá-lo.

Dignidade e cuidado para os que mais necessitam

O operador de máquinas e catador de material reciclável José Fonseca da Silva, 58 anos, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) de grau leve em 2017 quando recolhia latinhas de cerveja e refrigerante nas imediações do Estádio Independência ao final de uma partida do Clube Atlético Mineiro. Depois de passar alguns meses internado no Hospital São Francisco, ele foi levado para a Casa de Apoio Nossa Senhora da Conceição. Localizada na Rua Além Paraíba, a Casa de Apoio Nossa Conceição é uma parceria da Providens Ação Social Arquidiocesana e a prefeitura de Belo Horizonte e recebe moradores de pós-alta hospitalar, que não têm para onde ir, e portadores do vírus HIV/Aids.

José Fonseca e Antônio Vitalino recebem todo o cuidado necessário após receberem alta hospitalar

Pai de dois filhos, José Silva se desentendeu com a família e passou 20 anos vivendo nas ruas de Belo Horizonte. Nesse período nunca fez uso de drogas, mas foi quase consumido pelo álcool e bebia desmedidamente. Uma das bebidas preferidas e que ajudou a ficar mais debilitado foi a “Maria Louca”. Trata-se de álcool de posto de gasolina misturado com açúcar, limão e laranja. Um tipo de caipirinha turbinada, mas que provoca grandes estragos no sistema digestivo daqueles que a consomem com regularidade. “Eu bebia quase todo dia. Às vezes para espantar o frio, outras vezes para esquecer os problemas”, disse José Silva, que conta que há quase dois anos não toma bebidas alcoólicas. Para isso, recebeu o amparo e ombro amigo de moradores e funcionários da casa. “Somos muito bem tratados aqui e todo só querem mesmo melhorar a qualidade de vida” conta. Depois do AVC, ele passou a tomar cinco remédios por dia, e as cuidadoras da Casa de Apoio sempre o lembram do horário.

Situação semelhante vive o ex-motoboy Antônio Vitalino Costa Bruno, 51 anos, que chegou à Casa de Apoio depois que passou por três cirurgias e ficou seis meses no Hospital Metropolitano Célio de Castro, localizado no Barreiro, em Belo Horizonte. Ainda com uma bolsa de colostomia, ele tem dificuldade para andar, mas consegue fazer atividades leves, como ajudar na limpeza do refeitório.

Morando de favor na casa de um amigo, durante 15 anos, ele conviveu com o mundo das drogas e experimentou crack, maconha e cocaína, além de se embriagar com cerveja, campari, vodca e cachaça. A droga ele já abandonou há mais tempo, mas o vício do álcool ainda o incomoda. “Tive muitas recaídas, mas com a ajuda de todos as pessoas e voluntários da casa tenho conseguido me controlar”, afirma.

Ajude a Casa de Apoio à Saúde Nossa Senhora da Conceição

Para ajudar a  Casa de Apoio à Saúde, a Faço Parte  realiza uma campanha que tem por objetivo auxiliar na compra de itens importantes para o atendimento. A instituição tem, pro exemplo,  um grande consumo de fraldas geriátricas, remédios, material de higiene pessoal e de limpeza, que dependem da ajuda de todos.

Conheça as ações de evangelização e de amparo aos mais pobres que podem ser fortalecidos com a sua ajuda.

Esperamos a sua ligação: 31 3319-6111.
Faça-nos uma visita: facoparte.com.br

 

VEJA TAMBÉM