A fé gera saúde: criatividade e informação ajudam voluntários da Pastoral da Criança no combate e prevenção à obesidade infantil

A Pastoral da Criança na Arquidiocese de BH desenvolve hoje um trabalho bem diferente de quando foi criada há 35 anos. Além da evangelização pelo testemunho cristão de seus voluntários, atualmente o desafio é convencer as famílias e, principalmente as crianças a trocarem produtos industrializados pelos alimentos naturais. Um trabalho que depende da interação com as famílias e a comunidade e que ocorre por meio das visitas mensais às casas, da celebração da vida, e das confraternizações em datas especiais como a Páscoa e o Natal.

As líderes da Pastoral da Criança estão sendo capacitadas para enfrentar a obesidade infantil, orientando as famílias sobre a importância da qualidade da alimentação. O objetivo é trocar o hábito atual de desembrulhar, para o de descascar os alimentos, ou seja: substituir produtos industrializados pelos alimentos naturais. Um objetivo bem diferente daquele que originou o surgimento da Pastoral da Criança, há 35 anos: a desnutrição causada pela falta de recursos das famílias para comprar alimentos, que resultava em crianças franzinas e nas altas taxas de mortalidade infantil.

Uma importante missão dos líderes da Pastoral da Criança é propor formas objetivas e práticas às famílias para melhorar a qualidade da alimentação, mostrando, por exemplo, a possibilidade de fazerem hortas em pequenos espaços, de adquirir alimentos de época mais em conta e aproveitar melhor cada alimento. “Nós procuramos orientar as famílias a, por exemplo, reduzirem o sal na comida, a utilizarem mais vegetais no preparo das refeições e a empre optarem por uma comida mais nutritiva e natural” – explica a coordenadora da Pastoral da Criança na Arquidiocese de Belo Horizonte, Marize de Oliveira Mendes Fernandes.

Todo o trabalho, segundo Marize Fernandes, realizado à luz do Evangelho: “Não adianta alimentar o corpo, esquecendo o espírito. Nossa missão, antes de tudo, deve ser a de evangelizar e dar nosso testemunho cristão a partir de nossas atitudes”.

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