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Quando no Povo de Deus não há profecia aparece o clericalismo

Na missa desta segunda-feira na Casa de Santa Marta o Papa Francisco na sua meditação sobre as leituras do dia afirmou que o profeta é aquele que escuta a palavra de Deus, sabe ver o momento presente e tem coragem para indicar o caminho do futuro. Tem dentro de si três momentos: o passado, o presente e o futuro..”

 

O passado: o profeta está consciente da promessa e tem no seu coração a promessa de Deus, vive-a, recorda-a e repete-a. Depois olha para o presente, olha para o seu povo e sente a força do Espírito para dizer-lhe uma palavra que o ajude a levantar-se, a continuar o caminho em direção ao futuro. O profeta é um homem de três tempos: promessa do passado; contemplação do presente; coragem para indicar o caminho em direção ao futuro.”

 

“Quando no Povo de Deus não há profecia, o vazio que deixa é ocupado pelo clericalismo: é precisamente este clericalismo que pergunta a Jesus: “Com que autoridade fazes tu estas coisas? Com que legalidade? E a memória da promessa e a esperança de andar para a frente são reduzidas apenas ao presente: nem passado nem futuro esperançoso. O presente é legal: se está legal pode seguir.”

 

Quando reina o legalismo – afirmou o Santo Padre – a Palavra de Deus não existe e o Povo de Deus chora porque não encontra o Senhor: falta-lhe a profecia…

 

“A nossa oração nestes dias, em que nos preparamos ao Natal do Senhor, seja: ‘Senhor que não faltem profetas no teu povo!’ Todos nós batizados somos profetas. ‘Senhor, não esquecemos a Tua promessa! Que não nos cansemos de andar para a frente! Que não te fechemos nas legalidades que fecham as portas! Senhor liberta o Teu povo do espírito de clericalismo e ajuda-o com o espírito de profecia.” (RS)

 

Rádio Vaticana

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