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Papa fala sobre a esperança e o futuro de um povo ao recordar viagem à Colômbia

Na primeira audiência geral após a viagem apostólica à Colômbia, o Papa Francisco ressaltou que o povo colombiano «é jubiloso no meio de tantos sofrimentos, alegre; um povo com esperança»: frisou o Papa na audiência geral de 13 de setembro, na praça de São Pedro, recordando a recente viagem ao país latino-americano.

«Uma das coisas que mais me admirou em todas as cidades, entre a multidão – confidenciou improvisando as suas impressões – foram os pais e as mães», que «erguiam as crianças para que o Papa as abençoasse, e também mostravam com satisfação as suas crianças como que para dizer: “Este é o nosso orgulho! Esta é a nossa esperança”. Eu pensei: um povo capaz de ter filhos e de os mostrar com orgulho, como esperança: este povo tem um futuro. E gostei muito». De resto, reafirmou num segundo momento, «o testemunho deste povo é uma riqueza para toda a Igreja».

Depois de ter recordado as visitas dos seus predecessores, Paulo VI em 1968 e João Paulo II em 1986, Francisco comentou o lema da sua viagem Demos el primer paso, isto é, “Demos o primeiro passo”, «referido ao processo de reconciliação que a Colômbia está a viver para sair de meio século de conflito interno, que semeou sofrimentos e inimizades, causando tantas feridas, difíceis de sarar. Mas com a ajuda de Deus o caminho já está iniciado» e «com a minha visita – explicou – quis abençoar o esforço daquele povo, confirmá-lo na fé e na esperança, e receber o seu testemunho, que é uma riqueza para o meu ministério e para toda a Igreja».

Aliás, prosseguiu, «a Colômbia – como a maior parte das nações latino-americanas – é um país no qual as raízes cristãs são muito fortes». E se isto «torna ainda mais agudo o sofrimento pela tragédia da guerra que a dilacerou, ao mesmo tempo constitui a garantia da paz, o fundamento sólido da sua reconstrução, a linfa da sua invencível esperança».

Por fim, Francisco repercorreu as etapas da peregrinação em Bogotá, Villavicencio, Medellín e Cartagena.

L’Osservatore Romano

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