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Papa indica a missão da Igreja no encontro de Emaús

“No encontro de Jesus com os discípulos de Emaús «está todo o destino da Igreja que não se fecha numa cidadela fortificada, mas avança no seu ambiente mais vital, ou seja, no caminho”, recordou o Papa Francisco ao comentar o episódio evangélico na audiência geral desta semana. “Nesse cenário do caminho encontramo-nos com as pessoas, com as suas esperanças e desilusões, muitas vezes graves. A Igreja ouve as histórias de todos, como saem do íntimo da consciência pessoal,  para depois oferecer a palavra de vida, o testemunho do amor de Deus, amor fiel até ao fim. Então o coração das pessoas volta a arder de esperança”.

Foi o que aconteceu aos discípulos que na estrada para Emaús “caminhavam desiludidos, tristes, decididos a deixar para trás a amargura de uma vicissitude frustrada». De facto, os dois «cultivavam uma esperança unicamente humana que agora desmoronava». A cruz elevada no Calvário era para eles «o sinal mais eloquente de uma derrota que não tinham previsto”.

O encontro com Jesus, pelo contrário, marca o início de uma verdadeira “terapia da esperança”. O Senhor pergunta e ouve, depois fala através das Escrituras e repete o gesto-chave de cada Eucaristia: toma o pão, abençoa-o, parte-o e oferece-o. Uma série de gestos que se tornam o sinal do que deve ser a Igreja. De facto, Ele toma-nos, abençoa-nos, “parte” a nossa vida e oferece-a aos outros.

“Todos nós” – reconheceu Francisco a tal propósito –” tivemos momentos difíceis, escuros; momentos nos quais caminhávamos tristes, preocupados, sem horizontes, só com um muro na frente. Mas Jesus está sempre ao nosso lado para nos restituir a esperança, para aquecer o nosso coração. Eis o “segredo” do caminho que leva a Emaús:  “Também através das aparências contrárias, continuamos a ser amados e Deus nunca deixará de nos amar”. “Ele – garantiu o Papa – caminhará sempre conosco, sempre, até nos momentos mais dolorosos, mais terríveis, até nos momentos da derrota: ali está o Senhor. E essa é a nossa esperança”.

L’Osservatore Romano

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