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Papa Francisco recorda aos padres como exercer a sinodalidade – Com clareza e humildade

«Falar claro»: introduzindo os trabalhos do Sínodo dos bispos o Papa Francisco indicou expressamente esta atitude como «condição geral de base» para a realização da assembleia. Na manhã de segunda-feira 6 de Outubro, na Sala nova do Sínodo, no início da primeira congregação geral, foi o próprio Pontífice quem convidou os padres sinodais a «dizer tudo o que sentem com parresia», utilizando a palavra grega que indica extrema franqueza.

Com efeito, o bispo de Roma pediu que na assembleia geral extraordinária reunida no Vaticano até 19 de Outubro sobre o tema «Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização», se respire um clima «de colegialidade e de sinodalidade para o bem da Igreja e das famílias». Detendo-se em particular sobre o aspecto da sinodalidade, explicou que «é necessário dizer tudo o que no Senhor se sente que se dever dizer: sem hesitações, sem pavidez». E dado que a sinodalidade se exerce com duas atitudes, depois de ter sugerido as modalidade de intervenção o Papa Francisco exortou à escuta humilde e acolhedora «com coração aberto» de tudo «aquilo que dizem os irmãos».

Sucessivamente, no seu discurso seguiram-se os relatórios do secretário-geral, que repercorreu o caminho de preparação do Sínodo sobre as famílias a partir da conclusão da assembleia geral ordinária de 2012 dedicada à nova evangelização, e do relator geral, o qual ofereceu uma panorâmica da realidade actual da que se apresentam à acção pastoral da Igreja.

A manhã concluiu-se com algumas intervenções livres. Precedentemente, na noite de sábado o Pontífice tinha participado na vigília de oração na praça de São Pedro promovida pela Conferência episcopal italiana. Diante de oitenta mil fiéis dirigiu aos padres sinodais o convite a pôr-se em escuta «dos debates desta época» e a manter o olhar fixo em Cristo, para dar vida a um «confronto sincero, aberto e fraterno» sobre a família.

Na manhã seguinte, na basílica do Vaticano, o Pontífice celebrou a missa de abertura do Sínodo. «As assembleias sinodais – recordou – não servem para debater ideias bonitas e originais, ou par ver quem é mais inteligente», ao contrário, «servem para cultivar e custodiar melhor a vinha do Senhor, para colaborar com o seu sonho, com o seu projecto de amor para o seu povo».
 

L’Osservatore Romano

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