O Pentecostes representa “o aniversário da Igreja”: por isso, em preparação para a solenidade deste domingo, dia 4 de junho, o Papa Francisco relacionou a esperança cristã – tema recorrente de suas últimas catequeses – com o Espírito Santo.

Ele, afirmou o Pontífice, “é o vento que nos impele para a frente, que nos mantém a caminho, nos faz sentir peregrinos e forasteiros, e não permite que nos acomodemos nem nos tornemos um povo sedentário”.

Assim, a “carta aos Hebreus compara a esperança com uma âncora, a essa imagem podemos acrescentar a da vela, prosseguiu Francisco. De fato, a âncora dá ao barco a segurança e o mantém ancorado no meio da ondulação do mar, enquanto a vela fará com que vá em frente, avançando sobre as águas” e esclareceu:  “Eis porque, a esperança é como uma vela que recolhe o vento do Espírito e o transforma em força motriz capaz de impulsionar o barco ao largo ou para a margem”.

Aprofundando a reflexão, o Papa observou que o Espírito Santo não só nos torna capazes de esperar, mas também se ser semeadores de esperança; de sermos também nós – como ele e graças a ele – “paráclitos”, isto é, consoladores e defensores dos irmãos. De resto, esclareceu, “o cristão pode semear amarguras e perplexidades, mas isso não é cristão, e quem faz isto não é um bom cristão”. Ao contrário, é um bom cristão quem «semeia esperança: óleo de esperança, perfume de esperança e não vinagre de amargura e de desesperança». Em particular, recomendou, “são sobretudo os pobres, os excluídos, os “desamados” a ter necessidade de alguém que se faça “paráclito” por eles, isto é, consolador e defensor”. Eis então o convite conclusivo do Papa: “Assim como o Espírito Santo age com cada um de nós, que estamos aqui na praça, é preciso fazer o mesmo tomando a iniciativa de consolar e defender os mais necessitados, os mais descartados, os que mais sofrem. E o dom do Espírito, expressou na conclusão, “nos faça abundar na esperança” e “desperdiçar esperança com todos os que são mais carentes e descartados”.

L’Osservatore Romano

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