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O educador da escola católica seja competente e rico em humanidade

“A educação católica é um dos mais importantes desafios da Igreja, empenhada hoje em realizar a evangelização num contexto histórico e cultural em constante transformação” – considerou o Papa Francisco, recebendo esta manhã os participantes na Assembleia Plenária da Congregação para a Educação Católica, que decorre neste dias no Vaticano, tendo incluindo já ontem, na Universidade Urbanina, um Forum sobre “Educar hoje e amanhã”.
O Papa chamou a atenção para três aspetos: o valor do diálogo na educação; a preparação qualificada dos formadores; e a importância e responsabilidade das Instituições educativas – escolas e Universidades católicas. O Santo Padre esboçou mesmo um perfil do educador católico:

 

“O educador nas escolas católicas há-de ser muito competente, qualificado, e ao mesmo tempo rico em humanidade, capaz de estar no meio dos jovens num estilo pedagógico, para promover o seu crescimento humano e espiritual.

Os jovens têm necessidade de qualidade no ensino e ao mesmo tempo de valores, não só enunciados, mas testemunhados. A coerência é um factor indispensável na educação dos jovens”.

Recebendo, também nesta manhã, os bispos da Conferência Episcopal Búlgara, em visita “ad limina Apostolorum” (ao Papa e à sede de Pedro), o Santo Padre evocou a próxima canonização, a 27 de abril, de João XXIII – que foi Delegado Apostólico na Bulgária, e de João Paulo II – o primeiro Papa eslavo da história, que visitou a Bulgária em 2002. Especialmente tocante a referência ao “Papa bom”, ainda hoje recordado pela comunidade católica búlgara, nomeadamente pelas palavras pronunciadas ao deixar o país, quando afirmou:

 

“Em qualquer parte do mundo que me toque viver, se alguém da Bulgária passar pela minha casa, de noite, no meio das dificuldades da vida, encontrará sempre uma luz acesa. Que bata à porta, bata à porta, ninguém lhe perguntará se é católico ou ortodoxo: irmão da Bulgária, basta, que entre, terá dois braços fraternos e um coração caloroso para o acolherem com festa”.

 

No seu discurso aos Bispos da Bulgária, o Papa Francisco congratulou-se com a vitalidade da Igreja Católica na Bulgária, não obstante seja uma minoria no país. O Pontífice encorajou os católicos, seja os da Igreja latina, seja os da greco-católica, a prosseguirem com seu empenho missionário. Este empenho missionário, acrescentou, possui também uma dimensão social, que tem como ponto de referência a Doutrina Social da Igreja e cujas prioridades são a inclusão social dos pobres e o compromisso pelo bem comum e a paz social.

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