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Liberdade de expressão não justifica ofensas à fé, diz o Papa Francisco

 

“A liberdade de expressão e a liberdade de religião são direitos fundamentais”, disse o Papa Francisco, ressaltando que não se pode matar em nome de Deus nem ofender a religião dos outros. Em entrevista aos jornalistas no voo do Sri Lanka rumo às Filipinas, ele se referiu aos atentados em Paris na semana passada.

Francisco destacou que a liberdade de expressão é um direito fundamental, mas, da mesma forma, é um direito fundamental aquele de uma fé não ser ridicularizada. Ele disse que assim como é uma “aberração” matar em nome de Deus, erra também quem chega a ofender uma religião levantando a bandeira do direito a dizer aquilo que se quer.

O Santo Padre reconheceu que não se pode reagir com violência a uma afronta, mas também não se pode provocar. “Não se pode insultar a fé dos outros, porque há um limite, aquele da dignidade que cada religião possui”. Francisco defendeu que o uso da liberdade não justifica o gesto de ofender.

O Papa Francisco também disse que próxima encíclica, que abordará questões sobre o meio ambiente. O documento, segundo ele, ficará pronto no mês de março, mas será publicado apenas em junho ou julho.

O Santo Padre revelou o desejo de que a encíclica fosse publicada antes da Conferência sobre o clima de Paris, em dezembro deste ano, já que a Conferência do Peru me o desiludiu. O PApa referia-se “à falta de coragem dos líderes mundiais em tomar uma atitude corajosa para reverter os efeitos das mudanças climáticas” na Conferência da ONU em Lima, no final do ano passado.

A opção pelo pobres na viagem às Filipinas

Sobre a segunda etapa desta 7ª Viagem Apostólica, nas Filipinas, o Papa ressaltou que sobre o objetivo principal de sua missão são os mais necessitados: “Os pobres que querem ir adiante, os pobres que sofreram com o tufão Yolanda e que ainda hoje sofrem as consequências. Os pobres que têm fé e esperança na comemoração dos 500 anos da primeira pregação do Evangelho nas Filipinas. Também os pobres abusados que afrontam tantas injustiças sociais, espirituais e existenciais”.

 

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