Você está em:

Incomodai os vossos sacerdotes e bispos para que sejam bons pastores

Numa Praça de S. Pedro repleta de fiéis e peregrinos para a oração do “Regina Caeli” o Papa Francisco comentou o evangelho deste quarto domingo do tempo pascal, que nos apresenta a imagem de Jesus Bom Pastor. Contemplando esta passagem do Evangelho, observou o Papa, podemos compreender o tipo de relacionamento que Jesus tinha com os seus discípulos: um relacionamento baseado na ternura, amor, conhecimento recíproco e promessa de um dom incomparável (“Eu vim – diz Jesus – para que tenham a vida e a tenham em abundância” ), e este relacionamento é o modelo das relações entre os cristãos e das relações humanas.

E o Papa continuou dizendo que muitos também hoje, como no tempo de Jesus, se propõem como “pastores” das nossas vidas; mas somente o Senhor Ressuscitado é o verdadeiro Pastor, que nos dá a vida em abundância.E convidou a todos a rezar pelos Pastores:

Neste domingo rezamos pelos pastores da Igreja, por todos os bispos, incluindo o Bispo de Roma, e por todos os sacerdotes; especialmente rezamos pelos novos sacerdotes da diocese de Roma, que eu ordenei há pouco tempo atrás na Basílica de São Pedro. Que o Senhor nos ajude a ser sempre fiéis ao Mestre e guias sábios e iluminados do povo de Deus que nos foi confiado.

E recordou a este ponto a história de S. Cesário de Arles (um Padre da Igreja dos primeiros séculos) que convidava aos fiéis a baterem sempre à porta dos pastores para estes darem o “leite” da palavra de Deus, do mesmo modo, disse o Papa, os fiéis devem sempre importunar os pastores para eles cumprirem devidamente a sua missão. E continuou:

À imitação de Jesus, cada pastor “por vezes, pôr-se-á à frente para indicar a estrada e sustentar a esperança do povo, outras vezes manter-se-á simplesmente no meio de todos com a sua proximidade simples e misericordiosa e, em certas circunstâncias, deverá caminhar atrás do povo, para ajudar aqueles que se atrasaram. Que todos os pastores sejam assim!

O Papa recordou em seguida que neste domingo que se celebra o Dia Mundial de Oração pelas Vocações e, como escreveu na sua mensagem para este ano “toda a vocação exige em qualquer caso, um êxodo de si mesmo para centrar a própria existência em Cristo e no seu Evangelho”. Por esta razão, o chamamento para seguir Jesus é ao mesmo tempo entusiasmante e desafiador e para que se realize é necessário sempre entrar em profunda amizade com o Senhor para poder viver d’Ele e para Ele.

Rezemos para que, também no nosso tempo, em que a voz do Senhor corre o risco de ser sufocada por muitas vozes, todos os baptizados, as famílias, as paróquias e os movimentos assumam o empenho de promover as vocações com consciência e convicção.

E encorajou aos presentes a confiar os próprios propósitos e intenções à Virgem Maria, mãe de toda a vocação, para que com a sua intercessão suscite e proteja numerosas e santas vocações ao serviço da Igreja e do mundo.

Depois da oração mariana do “Regina Caeli” o Papa saudou aos presentes na Praça de S. Pedro: famílias, grupos paroquiais, associações e fiéis individuais provenientes da Itália e de muitos outros Países, em particular os da Diocese de Campo Grande e Dourado (Brasil), de Nova York, Las Palmas (Canárias) e os estudantes de Miranda do Corvo (Portugal). Uma saudação também às Comunidades Neo-catecumenais que nestes domingos do tempo pascal levam o anúncio de Jesus ressuscitado em 100 praças de Roma e em muitas cidades do mundo.E também dirigiu uma bênção particular aos familiares dos sacerdotes reme-ordenados:

Uma bênção especial para as crianças e jovens que receberam ou estão para receber a Primeira Comunhão e a Confirmação. E também para os familiares e amigos dos novos sacerdotes da diocese de Roma, que foram ordenados esta manhã.

E por último o Santo Padre dedicou uma recordação especial a todas as mães, convidando aos presentes a rezarem por elas, confiando-as à Mãe de Jesus, através da oração da Ave-Maria.

VEJA TAMBÉM