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Cristo ressuscitado, esperança da humanidade

Com a sua ressurreição Jesus inverteu «o sentido da vida» concedendo ao ser humano, não obstante os seus «pecados» e os seus «insucessos», um «futuro inesperado». Essa é a mensagem de misericórdia e esperança que o Papa Francisco transmitiu aos fiéis presentes na praça de São Pedro, em sua primeira audiência geral depois da Páscoa.

O Pontífice entrou no núcleo da fé cristã, recordando que o anúncio pascal – «Jesus está vivo» – se relaciona com a vida concreta, na qual experimentamos desilusões e falências: o cristianismo «não é uma ideologia» nem sequer «um sistema filosófico, mas um caminho de fé», reafirmou Francisco.

Comentando o tema «Cristo ressuscitado nossa esperança», a partir de um trecho da primeira carta aos Coríntios (15, 1-5), o Papa fez uma comparação entre a vida de São Paulo – que «não era um ministrante mas um perseguidor da Igreja» – com a de cada crente: «Ali não havia apenas um homem caído no chão: havia uma pessoa arrebatada por um acontecimento que teria invertido o sentido da sua vida».

E acrescentou em seguida: «Como é bom pensar que o cristianismo é essencialmente isto! Não é tanto a nossa busca em relação a Deus — na verdade, uma procura tão vacilante», como «sobretudo a busca de Deus em relação a nós». De fato, «Jesus alcançou-nos, arrebatou-nos, conquistou-nos para nunca mais nos deixar». E isto oferece consolação a cada homem, esclareceu Francisco, atualizando a reflexão, não obstante «sejamos pecadores, se os nossos propósitos de bem permanecerem letra-morta, ou então se nos dermos conta de ter acumulado tantas derrotas». Inclusive porque – concluiu o Papa com uma imagem evocativa – Deus «faz crescer as suas flores mais bonitas no meio das pedras mais áridas».

L’Osservatore Romano

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