Na audiência desta semana, o Papa Francisco lembrou sua recente visita à Armênia e as viagens à Geórgia e ao Azerbaijão. O Papa também rezou pelas vítimas do massacre na Turquia

«Encorajar esperanças e sendas de paz»: o espírito que animou a recente viagem de Francisco à Arménia servirá de fio condutor também da próxima etapa na Geórgia e na Azerbaijão, explicou o Pontífice durante audiência jubilar na manhã de quarta-feira  30 de junho na Praça de São Pedro. Voltando com o pensamento aos dias passados em terra arménia, o Papa frisou que a história ensina «que o caminho da paz exige uma grande tenacidade e passos contínuos, a começar pelos pequenos e fazendo-os crescer gradualmente».

«A vida diária nos permite tocar com a mão tantas exigências que dizem respeito às pessoas mais pobres e provadas. Com efeito, só se as ajudarmos o caminho da misericórdia será cada vez mais concreto».

No início da catequese, Francisco retomou as reflexões sobre o tema do ano santo. E comentando o trecho bíblico tirado do evangelho de Mateus (25, 31-46) sobre as obras de misericórdia, usou palavras fortes para reiterar que ela «não é uma palavra abstrata, mas um estilo de vida. Uma pessoa pode ser misericordiosa — disse — ou não misericordiosa». De resto, observou, «uma coisa é falar de misericórdia», outra é vivê-la. E a propósito estigmatizou o comportamento de quem «vai em frente na vida sem se dar conta das necessidades do próximo». Porque se trata de «pessoas que não servem aos outros». Com a admoestação de que «quem não vive para servir, não serve para viver».

Também porque, disse o Papa, «a vida diária nos permite tocar com a mão tantas exigências que dizem respeito às pessoas mais pobres e provadas. Com efeito, só se as ajudarmos caminho da misericórdia será cada vez mais concreto».

Por isso, concluiu com a exortação a «olhar Jesus no faminto, no prisioneiro, no doente, no nu, naquele que não tem trabalho e é responsável por uma família; em quem vive sozinho, triste, naquele que erra e tem necessidade de conselhos».

No dia precedente, quarta-feira 29 de junho, o Papa celebrou na basílica vaticana a missa para a solenidade dos padroeiros de Roma. Durante o rito — no qual participou segundo a tradição uma delegação enviada pelo patriarca ecuménico — entregou o pálio a 22 arcebispos. E no Angelus na praça de São Pedro, Francisco pediu um momento de silêncio e uma ave-maria pelas vítimas do «cruel ataque terrorista» perpetrado na noite anterior no aeroporto de Istambul.

L’Osservatore Romano
 

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