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A unidade dos cristãos é possível

«Comunhão, reconciliação e unidade são possíveis»: a afirmação foi feita pelo Papa Francisco, na audiência geral desta semana dedicada ao ecumenismo. O Papa reafirmou a necessidade de rezar a fim de que os cristãos encontrem de novo a plena união, frisando que «na Europa esta fé comum em Cristo é como um fio verde de esperança». Saudando como de costume os grupos de fiéis no final da audiência geral aos de língua alemã presentes na sala Paulo VI, o Pontífice recordou «com emoção a oração ecuménica em Lund, na Suécia, a 31 de outubro passado». E exortou «no espírito daquela celebração comum da Reforma», a olhar «mais para o que une do que para o que divide» e a continuar «o caminho unidos, para aprofundar a comunhão e lhe dar uma forma cada vez mais visível». Votos renovados no account @Pontifex: «Do íntimo da nossa fé em Jesus Cristo – twittou – brota a exigência de permanecermos unidos n’Ele».

O Pontífice deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre o tema da esperança cristã à luz da Escritura, tendo como pano de fundo das reflexões,  a figura bíblica do profeta Jonas «que procura subtrair-se à chamada do Senhor». Mas a sua vicissitude – narrada «num livrete de apenas quatro capítulos» – constitui segundo Francisco «uma espécie de parábola portadora de um grande ensinamento, o da misericórdia de Deus que perdoa».

De fato, ele é «um profeta em saída que Deus envia “à periferia”, a Nínive» para converter os seus habitantes. Contudo ele procura subtrair-se à tarefa e foge. Mas durante a fuga entra em contacto com alguns pagãos, os marinheiros do navio no qual embarcara. «Durante a travessia abate-se uma tremenda tempestade», e o profeta «reconhecendo as suas responsabilidades, deixa-se lançar ao mar para salvar os seus companheiros de viagem». Eis então a lição que Francisco tirou: «A morte incumbente impeliu aqueles homens pagãos à oração, fez com que o profeta, não obstante tudo, vivesse a sua vocação ao serviço dos outros aceitando sacrificar-se».

Consequentemente, concluiu o Papa acrescentando uma consideração ao texto escrito, é preciso invocar o Senhor a fim de que «nos faça compreender este vínculo entre oração e esperança». Até porque «a oração leva-te em frente na esperança, e quando a situação se torna obscura, é preciso rezar mais! E haverá mais esperança».

 L’Osservatore Romano

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