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Quarta-feira, 22 de outubro, audiência geral na Praça de S. Pedro – tema da catequese do Papa Francisco: A Igreja Corpo de Cristo.

“… quando se quer evidenciar como os elementos que compõem uma realidade estejam estreitamente unidos um ao outro e formem juntos uma só coisa, usa-se, muitas vezes, a imagem do corpo. A partir do Apóstolo Paulo, esta expressão foi aplicada à Igreja e foi reconhecida como o seu traço distintivo mais profundo e mais belo. Hoje, então, podemos perguntar: em que sentido a Igreja forma um corpo? E porque é que é definida “corpo de Cristo”?”

A Igreja Corpo de Cristo é uma imagem profunda que indica o vínculo real que nos une a Cristo após o Batismo. Isso mesmo nos mostra a visão do profeta Ezequiel, que diante de ossos ressequidos espalhados pelo chão, recebe de Deus a ordem de invocar sobre estes o Espírito do Senhor, para que eles formem um corpo cheio de vida.

“A partir daquele momento, os ossos começam a aproximar-se e a unir-se, sobre eles crescem antes os nervos e depois a carne e forma-se, assim, um corpo completo e cheio de vida. Isto é a Igreja!”
“É a obra-prima do Espírito, o qual infunde em cada um a vida nova do Ressuscitado e nos põe um ao lado do outro, um ao serviço e apoio do outro, fazendo assim de todos nós um só corpo edificado na comunhão e no amor.”

Assim é a Igreja – afirmou o Papa Francisco – um corpo vivificado pelo Espírito Santo que infunde em cada batizado a vida nova de Jesus Ressuscitado; Ele constantemente nos cobre com o seu amor e nos faz participantes da sua Paixão redentora. Por isso, podemos estar certos de que nada nem ninguém nos pode separar de Cristo – sublinhou o Santo Padre.

Recordando o Apóstolo Paulo e os conselhos que enviou à comunidade de Corinto, o Papa Francisco concluiu a sua catequese afirmando que a certeza do amor de Cristo pela sua Igreja faz crescer em nós o desejo de corresponder a este amor, superando divisões, invejas e incompreensões que ferem o Corpo do Senhor, sendo mais generosos, solidários e gratos com todos os membros da Igreja e invocando o Espírito Santo para que a nossa comunhão seja sinal vivo de amor de Deus.

O Santo Padre saudou também os peregrinos de língua portuguesa:
“Dirijo uma saudação cordial a todos os peregrinos de língua portuguesa, particularmente os fiéis das várias paróquias do Brasil. Queridos amigos, somos verdadeiramente o Corpo de Cristo! Não deixemos de nos fazer solidários com os mais necessitados, lembrando as palavras de São Paulo: «se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele»! Assim Deus vos abençoe! “

Nas saudações aos peregrinos polacos o Santo Padre recordou a memória litúrgica de S. João Paulo II:
“ Saúdo cordialmente os peregrinos polacos vindos a esta audiência. Hoje celebramos a memória litúrgica de S. João Paulo II, o qual convidou todos a abrirem as portas a Cristo; na sua primeira visita na vossa pátria invocou o Espírito Santo para que viesse a renovar a terra da Polónia; a todo o mundo recordou o mistério da Divina Misericórdia. A sua herança espiritual não seja esquecida, mas nos leve à reflexão e ao concreto agir para o bem da Igreja, da família e da sociedade.”

 

Rádio Vaticana

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