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Voluntários ajudam moradores de rua e cuidam de crianças no bairro Jardim Canadá

 

Os voluntários da Pastoral Social Luz de Maria, na Paróquia São Judas Tadeu, bairro Jardim Canadá, dedicam-se às crianças e adolescentes da comunidade, buscando ajudá-las nos estudos, com aulas de reforço, e em ações de apoio familiar. Alunos de primeira  a sexta série que tinham baixo desempenho escolar,  passam a ter prazer em estudar. Eles dão novo sentido à vida a partir desse trabalho realizado por 14 voluntários entre professores, pedagogos, psicólogos e profissionais de áreas afins que participam dos projetos Acompanhamento Escolar e Assistência Familiar.

A advogada Mônica Pesta, coordenadora da Pastoral Social, se entusiasma com as conquistas das crianças. “No início das atividades, quando perguntávamos a elas o que queriam ser quando crescessem, sacudiam os ombros e não sabiam responder. Hoje, todas têm uma ideia do papel que desejam ter na sociedade”. Os pais têm afirmado que o comportamento dos filhos, em casa, melhorou e os professores da escola municipal que frequentam elogiam o desempenho deles na sala de aula.

Durante o reforço, os professores procuram ir além do que a escola formal ensina. A educação integral dos alunos é a grande meta. “A gente quer criar pessoas integras, conscientes de que possam mudar o meio em que vivem, e espiritualizadas”, afirma a coordenadora.

 O trabalho começa com a realização de atividades lúdicas que os ajudam a desenvolver a coordenação motora e a aprender a raciocinar. “Alguns alunos sequer sabem pegar no lápis e, por isso, não conseguem escrever como precisam”. Os voluntários do Projeto é que providenciam todo o material como cadernos de caligrafia, cadernos comuns, livros, tudo o que é necessário.

As crianças atendidas são de famílias pobres. A maioria se alimenta mal, dorme mal e vive em casas precárias. Para ajudá-las, de fato,  segundo a coordenadora da Pastoral, é fundamental apoiar suas famílias, socorrendo-as quando lhes falta a comida, com a doação de cestas básicas, comprando-lhes  filtros, camas, chuveiros e até com a instalação de banheiros.  “Tínhamos em uma das turmas uma criança que  não escutava e, por isso, não pronunciava bem as palavras. Ela estava há dois anos na fila do SUS para tentar conseguir um aparelho. A Pastoral conseguiu, então que uma médica cuidasse dela voluntariamente, para que recebesse o atendimento necessário. É assim que a pastoral atua.”
 

 

 

 

Projeto Social Padre Pio de Pietrelcina

Outro grupo que atua na Paróquia São Judas Tadeu pertencente ao Projeto Social Padre Pio de Pietrelcina, que cuida dos moradores de rua. Toda quarta-feira, 15 voluntários oferecem a eles uma nutritiva sopa e convida-os a conhecer a palavra de Deus. Cento e cinquenta refeições são servidas por 15 voluntários, uma vez por semana.  

É no galpão da família de Heliane Barcelos Guerra Pinto, coordenadora Projeto Social,  que a sopa de legumes servida aos moradores de rua, no Centro de Belo Horizonte, é preparada com todo o carinho por cinco voluntárias. Outras dez pessoas fazem a distribuição das 150 refeições toda quarta-feira.

Os ingredientes vêm de dois sacolões que, segundo Heliane, com certeza, são coordenados pela  Providência Divina: “quando um deles nos manda determinados legumes, aquilo que ficou faltando vem com mais fartura na entrega feita pelo outro estabelecimento”. Um supermercado doa os pães que são distribuídos para as famílias pobres do bairro, durante o dia, e como acompanhamento da sopa, à noite. Até o gás é oferecido pelas distribuidoras que enviam para o galpão as sobras dos botijões usados. “Quando a gente está com o coração aberto a Deus, em oração, a providência divina age. Em dez anos de trabalho, nunca nos faltou nada para ajudar aqueles que mais precisam”, conta a coordenadora da obra.

Mas o que mais comove os voluntários, segundo Heliane Barcelos, é ver as crianças abandonadas na rua, que se aproximam para receber a sopa. Quando isso acontece, eles se mobilizam no sentido de promover a reintegração delas na família. O mesmo ocorre com os adultos que desejam retornar para suas casas e aceitam ser ajudados. “São muitos os que voltam para agradecer por terem conseguido retomar o convívio familiar  e o trabalho.  Isso é motivo de  grande alegria e realização para nós todos. Não há dúvida de que quando ajudamos alguém, somos nós os maiores beneficiados.“