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Vaticano: família é tema central do Sínodo dos Bispos

Bispos do mundo todo participam do Sínodo sobre a família, de 5 a 25 de outubro, no Vaticano. Na abertura dos trabalhos, o Papa Francisco disse que “A Igreja retoma hoje o diálogo iniciado com a proclamação do Sínodo Extraordinário sobre a família e certamente também muito antes, para avaliar e refletir juntos sobre o texto do Instrumento de Trabalho elaborado pela Relatio Synodi e pelas respostas das Conferências Episcopais e dos organismos autorizados”, afirmou.

O Papa recordou que o Sínodo é um caminhar juntos, com o espírito de colegialidade e de sinodalidade, adoptando corajosamente a parresia, o zelo pastoral e doutrinal, a sabedoria, a franqueza e colocando sempre diante dos olhos o bem da Igreja, das famílias. “O Sínodo é uma expressão eclesial, isto é, a Igreja que caminha unida para ler a realidade com os olhos da fé e com o coração de Deus. O Sínodo se move necessariamente no seio da Igreja e dentro do santo povo de Deus, do qual nós fazemos parte na qualidade de pastores, ou seja, de servidores. Além disso, o Sínodo é um espaço protegido onde a Igreja experimenta a ação do Espírito Santo. No Sínodo, o Espírito fala através da língua de todas as pessoas que se deixam guiar pelo Deus que sempre surpreende, pelo Deus que revela aos pequeninos aquilo que esconde aos sábios e aos inteligentes; pelo Deus que criou a lei e o sábado para o homem e não vice-versa; pelo Deus que deixa as 99 ovelhas para procurar a única ovelha perdida; pelo Deus que é sempre maior do que as nossas lógicas e os nossos cálculos”.

No final do Sínodo, em 25 de outubro, será apresentado o texto definitivo da Relatio Finalis, que, na mesma tarde, será submetida à votação. Uma vez votada, em conformidade com a natureza do sínodo, fruto do trabalho colegial dos padres, a Relatio Finalis será entregue ao Santo Padre, a quem competem as decisões.

Participarão dos trabalhos, 270 padres sinodais, sendo 74 cardeais, entre eles um patriarca cardeal e dois arcebispos maiores, além de 6 patriarcas, 1 arcebispo maior, 73 arcebispos (dos quais 3 titulares), 102 bispos (dos quais 6 auxiliares), 3 vigários apostólicos e um emérito, 2 párocos e 13 religiosos. Farão parte, ainda, 24 especialistas ou colaboradores do secretário especial, dos quais 18 são pais ou mães, representando as famílias; 51 são auditores ou auditoras e 14 são delegados fraternos.