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Uma caminhada que provoca entusiasmo, esperança e fé

 

A concretização do projeto “Observatório da Evangelização – PUC Minas” parece indicar-nos que os desafios iniciais foram assumidos e, em certa medida, superados. Quando delineamos um olhar rememorativo, além da ação de graças a Deus, o sentimento que predomina em nós, que nele estivemos diretamente envolvidos, é o de gratidão a todos que colaboraram nas realizações do primeiro ano de caminhada.

Setembro de 2014 representa o marco inicial de funcionamento do Observatório. Antes dessa data, transcorreram cerca de três anos desde a escolha da Arquidiocese de Belo Horizonte como sede de um dos observatórios das ações evangelizadoras da Igreja Católica na América Latina. A escolha se deu durante o Ano da Fé, 2012, pelo Pontifício Conselho para a promoção da Nova Evangelização. Ao longo do período de gestação, sete passos merecem, aqui, ser enfatizados:

1.    a solicitação do Arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo para que a PUC Minas executasse o projeto;
2.    a imediata acolhida da Universidade, por parte do Reitor Prof. Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães;
3.    a constituição da equipe para a elaboração do projeto inicial;
4.    a entrega da coordenação do projeto a Dom João Justino, bispo auxiliar da Arquidiocese, e ao Pe. Áureo N. de Freitas, coordenador do Vicariato Episcopal para Ação Pastoral;
5.    a criação do portal pela equipe do prof. Mozahir Salomão, secretário de comunicação da PUC Minas;
6.    a contratação da equipe executiva e a formação da equipe de colaboradores;
7.    a inserção do Observatório como membro do ANIMA PUC Minas, junto com os outros órgãos já constitutivos do Sistema Avançado de Formação: Pastoral, NESP, CEGIPAR, CEFAP e NEPAC.

Quando temos presente a experiência consolidada, ao longo deste primeiro ano de funcionamento do Observatório, lembramos com carinho, entre as nossas observações:

1.    paróquias que assumiram o modelo de organização eclesial em rede de comunidades;
2.    as ações evangelizadoras em contexto de aglomerados;
3.    as ações de resgate da cidadania promovidas pelo Museu de quilombos e favelas urbanos – MUQUIFU;
4.    a dinâmica dos círculos bíblicos;
5.    a caminhada das CEBs;
6.    o movimento das pequenas fraternidades;
7.    a formação de lideranças leigas;
8.    a resistência sustentada pela fé e o afeto contagiante da comunidade quilombola Chacrinha dos Pretos;
9.    o acompanhamento da caminhada da Igreja universal, com especial atenção à incisiva ação evangelizadora do Bispo de Roma;
10.    o estreitamento laços com as regiões episcopais da Arquidiocese, a partir de suas especificidades.

Da mesma forma, entre as ações do Observatório merecem ser lembradas:

1.    iniciar o processo de construção da identidade do Observatório;
2.    dar os primeiros passos para tornar o Observatório conhecido e reconhecido na Igreja Particular de Belo Horizonte;
3.    construir uma equipe de trabalho afinada e que veste a camisa do Observatório, com amor, competência e profissionalismo;
4.    consolidar uma dinâmica de funcionamento que servirá de base para avançarmos no necessário processo de aperfeiçoamento;
5.    garantir que o Observatório se mantenha como um espaço aberto à reflexão e à participação;
6.    criar e alimentar, além do site, o blog e a página no facebook, ampliando, de modo significativo, a abrangência dos serviços prestados pelo Observatório;
7.    estar presente em eventos importantes da dinâmica da Arquidiocese de Belo Horizonte;
8.    envolver estagiários nos trabalhos do Observatório.

Deixamos para o final o mais interessante, o que provoca entusiasmo, aquece o coração, faz os olhos brilharem, alimenta o horizonte da esperança e, por isso, estimula a criatividade. Quando lançamos um olhar prospectivo para o Observatório surgem, imediatamente, inúmeros desafios, metas e sonhos. Queremos avançar nos seguintes aspectos:

1.    na consolidação de serviços eclesiais, cada vez mais relevantes, para a ação evangelizadora da Igreja;
2.    no processo de tornar o Observatório uma referência importante para quem deseja pesquisar e/ou conhecer ações evangelizadoras que estejam respondendo aos desafios de anunciar a Boa Nova no contexto contemporâneo;
3.    na busca de reunir e disponibilizar reflexões de fronteira nos diversos campos da evangelização;
4.    no tornar o Observatório, de fato, conhecido, continuamente acessado e reconhecido pelos cristãos que estão diretamente envolvidos nas ações evangelizadoras da Igreja, como um espaço de interlocução e de aprofundamento crítico e autocrítico;
5.    no aperfeiçoar e aprofundar o teor de nossas observações;
6.    na dinamização e envolvimento da equipe dos colaboradores;
7.    na concretização do programa de rádio “Minuto do Observatório”;
8.    na busca de tornar mais criativo, comunicativo e interativo, sobretudo, o nosso site;
9.    na ampliação da presença do Observatório na dinâmica da Arquidiocese, de modo especial junto ao Vicariato Episcopal para Ação Pastoral e das Assembleias do Povo de Deus;
10.    na consolidação de parcerias, por exemplo, com outros observatórios e com as faculdades de teologia, para que o trabalho do Observatório seja mais eficiente e abrangente.  

Conscientes de que um Observatório da Evangelização será uma construção sempre inacabada e em processo de aperfeiçoamento, o nosso sonho maior é participar e contribuir de forma significativa na missão da Igreja: anunciar e testemunhar, em nosso tempo, a beleza transformadora do encontro de fé com Jesus Cristo, Evangelho de Deus para nós, e a alegria da vida cristã vivida em rede de comunidades, balizadas pela prática da justiça, da misericórdia e da fraternidade.

 

Edward Neves M. B. Guimarães
Secretário Executivo do Observatório da Evangelização – PUC Minas