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Tempo do Advento, tempo de esperança. Esse “tempo” chega cheio de expectativa, boas novas, esperança de algo novo. Pensamos em férias, descanso, visitas às famílias, festas, Natal, encontros, novo ano, nova vida.

Para a Igreja esse tempo de Advento representa momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã.

Tempo de vivermos intensamente na perspectiva da chegada do menino-Deus, o Natal de Jesus. A Igreja se prepara com muita alegria, enfeita-se, monta presépios, celebra novenas. É todo um preparativo em estado de vigilância para a vinda do Senhor. Também é tempo de esperança para um novo jeito de ser Igreja, uma Igreja em saída, missionária, levando a Boa Nova aos irmãos mais distantes.

Além de ser um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio dessa lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da segunda vinda de Cristo no fim dos tempos. Por esse duplo motivo, o Tempo do Advento apresenta-se como um tempo de piedosa e alegre expectativa. Tempo de deixar fluir a caridade, a solidariedade para que todos possam experimentar esses momentos.

O tempo do Advento sempre começa com as primeiras vésperas do domingo que cai depois da solenidade de Cristo Rei e termina antes das Primeiras Vésperas do Natal do Senhor, ou seja, o quarto domingo do Advento, tempo em nos faz recordar a dimensão histórica da salvação -o fato passado – a vinda histórica do Cristo prometida a Abraão, lembrada pelos profetas e esperada pelo povo, realizada em Belém; o fato presente – vinda de Jesus presente na Igreja (na Palavra, na Eucaristia e nos irmãos), tempo que nos proporciona o caráter missionário da vinda de Cristo, Jesus, que de fato se encarna, se faz presente e se torna para nós presença salvífica, confirmando a Aliança de Deus com seu Povo; o fato futuro – a segunda vinda no fim dos tempos – evidenciando para nós a dimensão escatológica do mistério cristão. Assim, esse tempo de Advento nos recorda o Deus da Revelação, Aquele que era, que é e que vem.

No Advento, todos nós somos chamados à conversão, a nos prepararmos para a vinda do Senhor.

Deixando-se experimentar por essa alegre esperança da vinda do Senhor, os dois primeiros domingos do Advento nos colocam nessa expectativa da chegada: Ele virá. Sabemos que Ele vem e por isso queremos preparar o caminho. Os dois últimos domingos somos convidados a trabalharmos na preparação da chegada do Senhor, pois ele nascerá da Virgem Maria, a escolhida de Deus. Aí somos convidados a olhar para o seu nascimento, para a sua encarnação entre nós e prepararmos para o natal que se aproxima, as festas em famílias, as celebrações litúrgicas, etc.

Que possamos viver esse tempo de esperança preparando o caminho do Senhor nas nossas vidas, celebrando e vivenciando a Palavra, atentos para melhor conhecer aquele que nasce no meio de nós: o Filho de Deus que nasce trazendo sentido para a vida da humanidade.

 

Neuza Silveira de Souza
Coordenadora da Comissão Arquidiocesana Bíblico-Catequética de Belo Horizonte