“Eu moro com a minha mãe, 
mas meu pai vem me visitar.
Eu moro na rua, não tenho ninguém”
(Pais e filhos-Legião Urbana)
 
 A canção acima já traduz parte dos diferentes e novos arranjos familiares. O primeiro núcleo formador de qualquer ser humano, a família, passa na sociedade contemporânea por significativas modificações, ensejando novas configurações para além da estrutura tradicional: pai, mãe e filho.
 
Como grupo afetivo de referência na construção da identidade pessoal e social do sujeito, a família assume historicamente, conforme as condições sociopolíticas, diversas formas. Hoje, é comum encontrar diferentes núcleos: pai, mãe e filho; pai ou mãe e filho; avó ou avô e neto etc.
 

Diálogo, amor,
carinho, limites e respeito 
são fundamentais para que o jovem cresça em ambiente que o
ajude  a amadurecer as relações humanas

Além disso, a má distribuição de renda cria condições para o surgimento de lares instáveis, contribui para a ausência dos pais e, em muitos casos, facilita a marginalização de crianças e adolescentes, levando-os às ruas.
 
A gravidez precoce também é parte da realidade da juventude, antecipando para jovens homens e mulheres a assunção de diferentes e graves responsabilidades.
 
Apesar dos novos formatos familiares existentes, faz-se necessário manter valores comuns a todos os núcleos. Diálogo, amor, carinho, limites e respeito são fundamentais para que o jovem cresça em ambiente que o ajude a amadurecer as relações humanas e sociais que tecerá ao longo da vida.
 
 A existência de um núcleo amoroso que coopere de maneira positiva para a construção da personalidade evitará futuramente problemas emocionais sérios, tão comuns hoje à juventude.
 
Que cada vez mais possamos fortalecer princípios indispensáveis a todos os núcleos familiares, colaborando para o crescimento dos jovens e para a construção de projetos de vida solidários, fundamentados no respeito ao próximo.
 
Paula Cervelin Grassi
Representante da PJ no
Conselho Nacional de Juventude