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Ser catequista no seguimento de Cristo

Como ser cristão nos dias de hoje, comprometer-se para a vida e ajudar os catequizandos a encontrar um caminho seguro, sem violências, uma vida para ser vivida na igualdade e dignidade humana? Esta é a reflexão do encontro de catequese que propomos nesta edição.

Como ajudar? Como ser solidário?

O ponto de partida é Jesus Cristo – o centro da nossa fé. Somos seus seguidores. Assim como Jesus enviou seus discípulos para fazerem discípulos seus em todas as nações, assim, também nós, hoje, somos enviados pelo Mestre Jesus. Isto quer dizer que nós, catequistas, somos enviados não só para transmitirmos ensinamentos, mas para tornar nossos catequizandos também discípulos, ensinando-os a observarem tudo o que Jesus ensinou enquanto estava na terra com seus discípulos, e os ensinava ( cf. MT 28,19s)

As palavras de Jesus “ Vós sois o sal da terra e vós sois a luz do mundo ( MT 5,13-14) atestam a permanente missão dos seus discípulos no mundo, missão que se estende até hoje para todos os cristãos, aqueles que se dispõem a trabalhar no reino anunciado por Jesus e que já estava preparado desde a fundação do mundo (Mt 25,34c). Um modelo de comunhão com o Pai  e de amor aos irmãos que consiste na vida e na obra de Jesus, que nos é oferecida.

O que podemos fazer com esses ensinamentos, em nossa Catequese? Primeiro, reconhecer que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo, assim como Pedro, o fez ( cf. MT 16,16). Depois, dar continuidade aos ensinamentos recebidos de Jesus à comunidade.

Qual é o ensinamento de Jesus?

Jesus ensinou como deveria ser a comunidade dos seus discípulos e discípulas. Ele disse: a comunidade pode ser pequena, começar apenas com dois ou três, mas tem que ter boa acolhida e união. Acolhida e proteção aos pequeninos.

O perdão é a característica fundamental e permanente. Ensinou os mandamentos, especialmente o amor aos inimigos. Orientou sobre o moo correto de dar esmolas, de fazer orações e de jejuar. Insistiu para que suas palavras fossem ouvidas e colocadas em prática.

Assim também Jesus definiu a sua Igreja: uma comunidade acolhedora, justa, fraterna, que gera vida, que promove a paz e invade corações humanos. Uma comunidade, que somos nós, que, à luz do Espírito Santo, vamos construindo. Vamos dando continuidade à obra de jesus depois da sua ressurreição e envio do Espírito Santo para que permaneçamos sempre na sua luz.

Como estamos caminhando?

Como está caminhando a sua comunidade? E a catequese? O projeto da nossa vida humana e cristã tem muito a ver com o conceito de com a imagem de Deus que cultivamos. Não podemos esquecer que nosso Deus é um Deus que ama e é amado. O fundamento da nossa fé é em pessoas em comunhão: Deus uno e trino. Nosso Deus não é solidão. É comunhão. Assim, ser imagem e semelhança de Deus é também trazer no coração o desejo de ser comunidade. O grande amor de Deus que fecunda a comunhão nos impulsiona para fecundar e transformar a sociedade na qual vivemos. Quanto mais nos empenhamos em viver bem em comunidade, mais nos aproximamos do amor comunhão do nosso Deus.

A vida cristã que nasce da fonte batismal é trinitária. Assim, é na Santíssima Trindade que somos convidados renovar o nosso compromisso de cristãos, e sermos sinal para os outros no mundo, dando testemunho do nosso amor a Cristo, quando o manifestamos aos irmãos/catequizandos.

 

Nós, catequistas, somos enviados não só para transmitir ensinamentos, mas para tornar nossos catequizandos também discípulos

É assumindo nossa vida de cristãos, vivendo a fé neste Deus – que tendo se encarnado se fez nosso companheiro e irmão – que poderemos continuar sendo “sal” e “luz” na comunidade. E por meio as nossas obras o Pai possa ser glorificado.

Viver em comunhão com cristo, no memorial da sua Páscoa, desperta em nós o dever de nos fazermos missionários para o anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo.

Anunciar, fazer ecoar a mensagem de Jesus na vida dos catequizandos para que todos possam fundamentar e edificar, com sabedoria, a própria vida, na escuta e na prática da Palavra de jesus.

Vamos agora, fazer um leitura das bem-aventuranças no Evangelho segundo Mateus 5,1-17.

 

Neuza Silveira
Coordenadora da Comissão Arquidiocesana de Catequese de BH