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Presidentes de Conferências Episcopais se reúnem com o Papa Francisco para o combate dos abusos na Igreja

Os presidentes de Conferências Episcopais de todo o mundo estarão reunidos no Vaticano, até domingo, dia 24 de fevereiro, no encontro convocado pelo Papa Francisco sobre “A proteção dos menores na Igreja”.

Na abertura, ocorrida na quinta-feira, dia 21, o Papa afirmou o seu forte desejo e responsabilidade em interpelar patriarcas, cardeais, arcebispos, bispos, superiores religiosos  a escutarem,  com a docilidade da condução do Espírito Santo, os  apelos por justiça.

Em dezembro de 2013, o Santo Padre instituiu a Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores, que nasceu com a missão de propor iniciativas para proteger os menores e os adultos vulneráveis, garantir que esses tipos de crime, na esfera civil e canônica, não sejam mais repetidos na Igreja.

A comissão presidida pelo arcebispo de Boston (EUA), cardeal O’Malley, trabalha com três finalidades principais: a escuta das vítimas, elaboração de diretrizes para o enfrentamento dos casos e prevenção nos seminários do mundo inteiro e a ideia é atuar como órgão consultivo do Santo Padre para a proteção de menores vulneráveis.

Os integrantes da comissão são bem diversos e de várias origens, leigos, religiosos e clérigos. Ao todo, são oito homens e oito mulheres escolhidos pelo Papa por sua competência e experiência. Um dos nomeados é o brasileiro Nelson Giovanelli Rosendo dos Santos, cofundador da Fazenda da Esperança, comunidade terapêutica com mais de 30 anos de experiência na recuperação de jovens dependentes químicos e presente em 15 países do Ocidente ao Oriente.

Fazem parte da comissão também vítimas que sofreram abusos sexuais por parte de membros do clero. Segundo a comissão, como é de praxe, elas mantêm o direito de não revelar publicamente suas experiências.

Em 2017, a comissão começou a ouvir vítimas e familiares de quem passou por experiências de abuso. De acordo como vaticano, nos últimos quatro anos, a PCTM trabalhou com quase 200 dioceses e comunidades religiosas de todo o mundo para incrementar a conscientização sobre o crime dos abusos e educar as pessoas para a necessidade de tutelar casas, paróquias, escolas, hospitais e outras instituições.

No Brasil, está sendo implementado um projeto piloto de proteção aos menores. O projeto está em fase de implementação na Fazenda da Esperança.