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Portas abertas aos migrantes

Diante do drama de muitos “migrantes de hoje que sofrem com o frio, sem alimentos e sem poder entrar”, porque algumas fronteiras lhes fecham as portas, o Papa Francisco “aprecia muito ouvir” notícias de nações e governantes “que abrem o coração e as portas”. Em sua mais recente audiência geral, prosseguindo as reflexões bíblicas sobre o Jubileu da Misericórdia, o Pontífice comentou o trecho tirado do livro de Jeremias (31, 10.12a.13b), que fala sobre a relação entre misericórdia e consolação.

Considerando o modo como o profeta descreve o drama do exílio do povo de Israel,o Papa diz que é possível comparar aquele sofrimento com o de “nossos irmãos” que “vivem longe da sua pátria, tendo ainda nos olhos os escombros das suas casas, no coração o medo e com frequência,infelizmente, a dor pela perda de entes queridos”. Nestes casos – observou Francisco – precisamente como aconteceu para os israelitas, é quase natural perguntar-se “onde está Deus? Como é possível que tanto sofrimento possa abater-se sobre homens, mulheres e crianças inocentes?”.

Comenta o Santo Padre que são pessoas em busca de uma vida melhor, aglomeradas nas fronteiras “porque tantas portas e corações permanecem fechados”. E no entanto, não devemos desesperar, a Palavra de Deus e a história  testemunham continuamente que o Senhor “não está ausente nem sequer hoje nestas dramáticas situações”, como demonstram precisamente aqueles governantes e países “que abrem o coração e as portas”.

Trata-se, explicou, de um “grande anúncio de consolação”, porque “Deus está próximo e realiza grandes obras de salvação para quem confia n’Ele”. Como? O Pontífice disse claramente: sem “ceder ao desespero”, mas “continuando a ter certeza de que o bem vence o mal”. E para confirmar isso citou um exemplo concreto. “Penso na vizinha Albânia”,em como “depois de tanta perseguição e destruição conseguiu erguer-se na dignidade e na fé”.