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Pequenas Fraternidades: um jeito participativo de ser Igreja

Conselho das Pequenas Fraternidades definem iniciativas de solidariedade à Casa de Apoio Nossa Senhora da Conceição

A obra social da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe busca ir além das comunidades do bairro Castelo, onde está localizada. Sair ao encontro dos que mais necessitam faz parte do trabalho das 70 fraternidades, constituídas de participantes dos encontros de casais, que se responsabilizam pelas atividades da igreja.  Esse modelo de organização é objeto de detalhado estudo do Observatório da Nova Evangelização – PUC Minas, da Arquidiocese de Belo Horizonte. O que chama a atenção é que ele potencializa a efetiva participação do leigo na Igreja. Todo o trabalho social e pastoral é fundado nessas fraternidades e participar delas é requisito para atuar no Ministério da Eucaristia, Catequese, Dízimo, Batismo e em todas as pastorais.

 

Ajudar a Casa de Apoio Nossa Senhora da Conceição, do Vicariato  para a Ação Social e Política da Arquidioce de Belo Horizonte, está entre as mais recentes iniciativas  desses grupos  que já provideciaram a doação de material para a reforma e pintura a instituição, destinada a acolher doentes com Aids e pessoas recém saídas de hospitais públicos. Além da intenção de estarem presentes no dia a dia da Casa de Apoio por meio de membros das fraternidades que também atuam na área de saúde, a intenção é promover eventos na Casa de Apoio em datas comemorativas, para alegrar os pacientes.  O Grupo de Ação Social, Fé e Política da Paróquia é o elo entre a Casa e o Conselho das Fraternidades, indicando as necessidades e buscando as soluções. O trabalho não é novidade para os voluntários da Paróquia, que durante 15 anos manteve a Casa de Nazaré onde eram acolhidas crianças de zero a seis anos, enviadas pelos conselhos tutelares.

 

As pequenas fraternidades da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe colaboram sempre com eventos de âmbito arquidiocesano e, recentemente, decidiram contribuir com a Campanha “Faço Parte, estou na Praça das Famílias”, destinada à construção da Catedral Cristo Rei. A proposta é que cada fraternidade colabore com uma adesão e tenha o próprio nome gravado em uma conta do Terço que circulará a praça. Cada um desses grupos é identificado por um nome inspirado em passagens bíblicas ou na história da Igreja.

 

As duas igrejas da Paróquia –Nossa Senhora de Guadalupe e São Francisco de Assis – foram construídas com a renda dos eventos promovidas pelas fraternidades. Todos os domingos, após a celebração das 8 horas, um grupo assume o compromisso de servir um café fraterno. Momento de confraternidzação entre membros das comunidades e pessoas que participaram da celebração.  Do mesmo modo, depois da Missa das 19 horas, as fraterniades organizam barraquinhas de alimentos, cuja renda é revertida para a manutenção da Paróquia e das obras sociais. A cada ano, são organizados dois churrascos para mil pessoas e, em novembro, é realizado o Baile das Pequenas Fraternidades.