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Pastoral da Criança celebra 25 anos com 7 mil atendimentos

 
Voluntários da Área Pastoral Nossa Senhora Aparecida estão entre os 1725 integrantes da Pastoral da Criança da Arquidiocese de BH

 

O Dia Mundial de Oração e Ação pela Criança será celebrado no próximo dia 23 de novembro no encerramento das comemorações dos 25 anos de atuação da Pastoral da Criança na Arquidiocese de Belo Horizonte.  A celebração será às 14h, no Colégio Nossa Senhora das Dores, que fica na Avenida Francisco Sales, 77, bairro Floresta.

Organismo de ação social formada por voluntários, a Pastoral promove o desenvolvimento de crianças de zero a seis anos de idade em seu ambiente familiar e em sua própria comunidade.

Na Arquidiocese de Belo Horizonte, a Pastoral da Criança conta com 1725 voluntários que atendem em torno de 7 mil menores e suas famílias, ao ano, e 370 gestantes em situação de risco, nos municípios de Nova Lima, Rio Manso Rio Acima, Lagoa Santa, Moeda, Nova União, Brumadinho, Contagem, Pedro Leopoldo, Belo Vale, Raposos, Betim, Ibirité, Belo Horizonte, São José da Lapa, Ribeirão das Neves, Caeté, Crucilândia, Santa Luzia, Vespasiano, Sabará e Taquaraçu de Minas.

Nas regiões assistidas pela Pastoral, a mortalidade infantil já registra taxa 50% mais baixa que a média geral nacional, segundo dados do Ministério da Saúde.

No Brasil, a Pastoral da Criança foi criada há 30 anos, em Florestópolis, no Paraná, por dom Geraldo Magela Agnelo (então arcebispo de Londrina) e pela médica sanitarista Zilda Arns, com o objetivo de desenvolver uma ação para reduzir a alta taxa de mortalidade infantil.  Hoje, o trabalho envolve mais de 260.000 voluntários que atuam em 42 mil comunidades pobres de 4.066 municípios do País, acompanhando cerca de 1,8 milhões de crianças de 0 a seis anos e quase 94 mil gestantes.
 

Iniciativa  profética

A programação do Dia Mundial de Oração e Ação pela Criança foi definida em duas reuniões realizadas no Vicariato Episcopal para a Ação Social e Política da Arquidiocese de Belo Horizonte. Participaram representantes do Conselho Municipal do Direito da Criança e do Adolescente de Belo Horizonte, da Pastoral do Menor Nacional, da Pastoral do Menor da Arquidiocese de Belo Horizonte, da PUC Minas – Enfermagem, do Vicariato, Congregação das Irmãs de São João Batista, do Colégio Nossa Senhora das Dores, Casa do Brincar e integrantes da Pastoral da Criança Arquidiocesana e Estadual.

 

“Se um menino não tem educação
ou sente fome,
o que nos
deve interessar
é que ele deixe
de ter fome e tenha educação”

A instituição da data é uma iniciativa da Rede Global de Religiões pela Criança (GNRC), formada por pessoas de diferentes tradições religiosas e organizações unidas pela conquista do bem-estar para crianças de todo o mundo, que conta com a parceria da Pastoral da Criança, desde 2009.  Iniciativa profética da Pastoral que vai ao encontro dos valores do Evangelho e a uma das primeiras declarações do Papa Francisco: “Podar o egoísmo, trabalhar com os demais de acordo com os valores de sua própria fé e nos encontrarmos para trabalhar. Se um menino não tem educação ou sente fome, o que nos deve interessar é que ele deixe de ter fome e tenha educação”.

A Pastoral da Criança convida os líderes, coordenadores, articuladores, brinquedistas, comunicadores populares, capacitadores a desenvolverem alguma atividade que já faça parte da Missão da Pastoral, mas que possa ser feita com maior empenho e dentro do princípio de “oração em ação”, unindo o Dia de Oração e Ação à proposta de combate à Violência. A intenção é mobilizar recursos e adotar medidas inter-religiosas de comunicação e diálogo contra todas as formas de negação dos direitos das crianças.

As comemorações ocorrem neste mês em razão da assinatura do tratado da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, em 20 de novembro de 1989, aprovada na Resolução 44/25 da Assembleia Geral das Nações Unidas, que visa à proteção de crianças e adolescentes de todo o mundo.

 

Princípios gerais da Convenção dos Direitos das Crianças

Dentre os princípios consagrados pela Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança estão o direito à vida, à liberdade, as obrigações dos pais, da sociedade e do Estado em relação à criança e adolescente. Os estados signatários, incluindo o Brasil, ainda comprometem-se a assegurar a proteção dos menores contra as agressões, ressaltando em seu artigo 19 o combate à sevícia, exploração e violência sexual. Um compromisso que a Igreja encampou no âmbito da defesa da vida, e que tem na Arquidiocese de Belo Horizonte um forte aliado.

Participação – As crianças, como pessoas e sujeitos de direito, podem e devem expressar suas opiniões nos temas que lhes afetam. Suas opiniões devem ser escutadas e levadas em conta na agenda política, econômica ou educacional de um país. Desta maneira se cria um novo tipo de relação entre crianças e adolescentes e aqueles que decidem por parte do Estado e da sociedade civil.

Sobrevivência e desenvolvimento – As medidas que tomam os Estados-membros para preservar a vida e a qualidade de vida das crianças devem garantir um desenvolvimento com harmonia nos aspectos físico, espiritual, psicológico, moral e social, considerando suas aptidões e talentos.

Interesse superior da criança – Quando as instituições públicas ou privadas, autoridades, tribunais ou qualquer outra entidade tomar decisões acerca das crianças, devem considerar aquelas que lhes ofereçam o máximo bem-estar.

Não-discriminação – Nenhuma criança deve ser prejudicada de forma alguma por motivos de raça, credo, cor, gênero, idioma, casta, situação ao nascer ou por padecer de alguma deficiência física.