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Papa: não a religiosidade de fachada, misericórdia é salvação


 

Na catequese desta semana, o Papa Francisco refletiu sobre a necessidade de misericórdia e não de sacrifícios.

O Santo Padre partiu da passagem do Evangelho sobre a vocação de Mateus, para lembrar que a Igreja não é uma comunidade de seres perfeitos, mas de discípulos que seguem o Senhor porque se reconhecem pecadores e necessitados do seu perdão. “Porque todos somos pecadores” – disse “Não há santo sem passado e não há pecador sem futuro”.

Mateus era um publicano, coletor de impostos, considerado um pecador público. Ao chamá-lo, Jesus mostra aos pecadores que não olha para o seu passado, condição social ou convencionalismos exteriores. “Ele não quer uma religiosidade de fachada” – lembrou o Papa – “uma religiosidade como a dos fariseus, e lembra-lhes que Deus quer a misericórdia e não o sacrifício”.

O Santo Padre afirmou ainda que Jesus oferece um futuro novo a quem aceita o seu convite com um coração humilde e sincero. Um futuro no qual nos sentamos à sua mesa: a mesa da Palavra e da Eucaristia onde Ele nos nutre com o seu corpo e renova a graça do Batismo.

Porque “todos somos discípulos que têm necessidade de experimentar e viver a palavra consoladora de Jesus. Todos temos necessidade de nutrirmo-nos da misericórdia de Deus, porque é dessa fonte que brota a nossa salvação” – disse o Papa no final da sua catequese.

O Santo Padre saudou também os peregrinos de língua portiguesa:

“De coração saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, particularmente os brasileiros de Uberaba e Uruaçu. Queridos amigos, abandonemos a presunção de nos crermos mais justos e melhores do que os outros; ao contrário, reconheçamos que somos todos discípulos e pecadores necessitados de ser tocados pela misericórdia de Deus. Sobre vós e sobre vossas comunidades, desça a benção do Senhor!”

No final da audiência o Papa Francisco convidou os fiéis a rezarem pela sua visita aos refugiados na ilha grega de Lesbos no próximo sábado dia 16 de abril:

“No próximo sábado irei à Ilha de Lesbos, onde nos passados meses transitaram muitíssimos refugiados. Irei juntamente com os meus irmãos o Patriarca de Constantinopla Bartolomeu e o Arcebispo de Atenas e de toda a Grécia Hieronymos, para exprimir proximidade e solidariedade seja aos refugiados seja aos cidadãos de Lesbos e a todo o povo grego, tão generoso no acolhimento. Peço, por favor, que me acompanhem com a oração, invocando a luz e a força do Espírito Santo e a materna intercessão da Virgem Maria.”

O Papa Francisco a todos deu a sua benção.
 Rádio Vaticana