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Padres da Arquidiocese de BH refletem sobre a V Assembleia do Povo de Deus e 21ª Conferência do Clima

 

Os padres da Arquidiocese de Belo Horizonte reuniram-se nesta terça-feira, dia 1º de dezembro, na Assembleia Geral do Clero, realizada na Unidade São Gabriel da PUC Minas. O encontro foi presidido por dom Walmor e contou com a participação dos bispos auxiliares dom Joaquim Mol, dom Luiz Gonzaga,  dom João Justino e dom Edson Oriolo.

O vigário episcopal para a Ação Pastoral, padre Aureo Nogueira apresentou a Carta Pastoral, um convite de dom Walmor a todas as comunidades de fé a participarem da V Assembleia do Povo de Deus, que se inicia no dia 13 de dezembro. A mensagem do Arcebispo  esclarece sobre os objetivos da V APD – momento em que todos, em comunhão, vão renovar as Diretrizes da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Belo Horizonte – e  aponta desafios. Essa edição da Assembleia do Povo de Deus ocorre em um período especial, quando toda a Igreja celebra o  Jubileu da Misericórdia, anunciado pelo Papa Francisco.

 

Dom João Justino relembrou o gesto do Papa ao abrir a “porta santa” da catedral de Bangui, na República Centro-Africana, nesse domingo. Um gesto solene pela paz e pelo perdão, prelúdio ao Jubileu que inicia-se no dia  8 de dezembro, em Roma, e no dia 13 na  Arquidiocese de Belo Horizonte. Ao ressaltar que pela primeira vez a “Porta Santa” foi aberta “na periferia do mundo”, dom João enfatizou a proposta de dom Walmor de que em todo dia 13  vivencie-se  o Jubileu da população carcerária, considerada periferia da sociedade. Iniciativa que está em sintonia com mensagem do Papa aos encarcerados “para que façam dos portões de suas celas portas santas e oportunidade para o incío  de uma nova vida”.

A Assembleia Geral do Clero foi, também, uma rica oportunidade para os presbíteros refletirem sobre as questões ambientais à luz de estudo elaborado por professores da PUC Minas e apresentado pelos autores, na forma de uma uma “sala de conversas”, em que todos tiveram a oportunidade de se manifestar. O trabalho – inspirado na Encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, sobre o cuidado com a casa comum – trata dos vários aspectos do aquecimento global e da relação da humanidade com a natureza. Os padres também foram convidados a refletir sobre a 21ª Conferência do Clima ( Cop 21), que iniciou-se segunda-feira, dia 30 de novembro, em Paris.

 

A “sala de conversa” foi conduzida pelo pró-reitor da Unidade Betim da PUC Minas,  Eugênio Batista Leite; o chefe do Departamento de Biologia da PUC Minas, Miguel Andrade, os professores de biologia Virgínia Simão Abuhid e Henrique Paprocki; e o professor Carlos Frederico Barbosa, coordenador do Anima –Puc Minas, Sistema Avançado de Formação. 

 

O professor Miguel Andrade destacou as iniciativas da Arquidiocese de Belo Horizonte no cuidado com o meio ambiente, especialmente, na preservação do Santuário Nossa Senhora da Piedade “magnifica arquitetura divina que deve ser referência não só para comunidades de fé e paróquias, mas para um universo bem mais amplo, para além da Arquidocese de Belo Horizonte”. 

O clero pôde ainda conhecer o livro “A Arquidiocese de Belo Horizonte e o laicato”, terceiro volume da série  “A História da Arquidiocese de Belo Horizonte”. A publicação, segundo o reitor da PUC Minas e bispo auxiliar, dom Joaquim Mol,  é uma homenagem aos leigos que têm exercido, com dedicação,  importante papel na missão social e evangelizadora da Igreja. Os coordenadores da obra, professor da PUC Minas Caio César Boschi e frei Luís Antônio Pinheiro, apresentaram o trabalho ao lado dos colaboradores.

Os coordenadores  Núcleo de Estudos Sociopolíticos da Arquidiocese de BH, Robson Sávio e Adriana Penzin, ofereceram aos sacerdotes o livro “Igreja e Sociedade: Análises em perspectivas”, edição comemorativa pelos 10 anos de serviços prestados pelo Nesp à sociedade.