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O simbolismo da Aliança na Leitura bíblica (8)

A Aliança no Novo Testamento

Ao retomarmos a reflexão proposta na edição anterior, vimos que Jesus, com o sacrifício do seu sangue, ou seja, da sua vida, sela a ‘Nova Aliança’. Ele é o elo de ligação entre a antiga e nova aliança e, por meio do envio do seu Espírito, vem fazer morada em nós e nos mantêm ligados à aliança com Deus. Essa Aliança que é pura graça e dom de Deus, que se doa a cada ser humano, e que sempre contará com uma resposta pessoal e comunitária, que seja livre, responsável, gratuita e consciente: Tomar-vos-ei por meu povo e serei o vosso Deus (Ex 6,7).
    
Convite de Deus

Temos aqui o convite de Deus para fazermos parte do seu povo, na certeza de que ele será sempre o nosso Deus. É Dom oferecido para que possamos nos apropriar dele e fazê-lo render frutos. Isso pode acontecer com cada um que desejar manter-se unido à Aliança com Deus que significa ter por fundamento o cumprimento da Lei dada por Jesus “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo” colocando-a na prática e no testemunho inspirado pela vontade de Deus para o ser humano, na pessoa de Jesus Cristo. Deus doa a sua Lei-Evangelho em vista da criação de uma nova comunidade, que estabeleça uma comunhão com Ele e que viva a “comum união” fraterna.

 

Convite do Papa Francisco

 

A Igreja, em cumprimento da Lei- Evangelho, na pessoa do Papa Francisco nos convida a viver a alegria do Evangelho partilhada com o irmão.  Em sua exortação o Papa Francisco diz que quando os autores do Novo Testamento querem reduzir a mensagem moral cristã a uma última síntese, ao mais essencial, apresentam-nos a exigência irrenunciável do amor ao próximo: ”Quem ama o próximo cumpre plenamente a lei. […] É no amor que está o pleno cumprimento da lei” (Rm 13,8.10).Diz São Paulo: “Ama o teu próximo como a ti mesmo” (Gl 5,14).

Convite da Igreja do Brasil

 

É a Palavra de Deus que ilumina a realidade na qual estamos inseridos, nós, os discípulos e discípulas missionários e missionárias de Jesus, chamados a transformá-la na prática visível do Reino de Deus

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, através do documento de estudos n. 104 “Comunidade de Comunidades – uma nova paróquia” nos convida à participação no sentido de enraizar na Palavra de Deus a experiência eclesial de nossas comunidades paróquias. É a Palavra de Deus que ilumina a realidade na qual estamos inseridos, nós, os discípulos e discípulas, missionários e missionárias de Jesus, chamados a transformá-la na prática visível do Reino de Deus.

 

O modelo que precisamos ter diante de nós é o próprio Jesus. É a partir de sua pedagogia aplicada que somos orientados na missão de transformar a nossa prática de vivência na comunidade. As primeiras comunidades que o próprio Jesus Cristo fundou por meio dos apóstolos, na força do Espírito Santo são a nossa inspiração. No tempo de Jesus, ele não só anunciava e ensinava sobre Deus, mas testemunhava uma grande intimidade com o Pai. Em seus ensinamentos estão: a relação de igualdade entre o homem e a mulher, a partilha dos bens, a relação fraterna entre os irmãos, o poder exercido como serviço, dentre outros. O Reino de Deus anunciado por Jesus é a expressão do amor do Pai. É dom de Deus que precisa ser acolhido pela humanidade. Assim se mantém firme na Aliança com Deus correspondendo ao seu amor e à sua fidelidade conosco.

 

Neuza Silveira de Souza
coordenadora da Comissão Arquidiocesana de Catequese de Belo Horizonte