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O compromisso de evangelizar em nome da Igreja

“O catequista é, de certo modo, o interprete da Igreja junto aos catequizandos. Ele lê e ensina ler os sinais da fé, entre os quais o principal é a própria Igreja” (DCG 35).
 
Uma forma eficaz de comunicação do catequista junto à comunidade se dá pelo testemunho, pois a boa comunicação supõe experiência de vida na fé, capaz de chegar ao coração daquele a quem se catequiza. Assim, o compromisso de evangelizar em nome da Igreja deve ser como o de Cristo: um compromisso com os mais necessitados (Lc  4,16-21). O Filho de Deus demonstrou a grandeza deste compromisso ao fazer-se homem, pois se identificou com os homens, tornando-se um deles e tornando-se solidário com eles.
 
Jesus, ao iniciar a sua comunicação/missão, segundo o Evangelista Lucas, lançou seu projeto de vida quando leu nas Escrituras a passagem de Is. 61,1-2: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar a remissão aos presos e aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor”. Ao terminar de ler estas palavras disse aos que ali estavam em uma escuta atenta: “Hoje se cumpriu aos vossos ouvidos essa passagem da Escritura”.  Com estas palavras, Ele assume as Escrituras em sua vida. 
 

O catequista, ao anunciar a Palavra aos catequizandos, deve assumi-la como projeto de vida, para fazer cumprir, antes de tudo, as exigências da justiça

Assim, também o catequista ao anunciar a Palavra aos catequizandos deve assumi-la como projeto de vida, para fazer cumprir, antes de tudo, as exigências da justiça. Exigências estas que se caracterizam pela preferência aos pobres. Quanto aos catequizandos, devemos ajudá-los a assumir as atitudes de Cristo e se sentirem Igreja, experimentando-a como lugar de comunhão e participação, contribuindo para sua edificação.
 
Para que o catequista assim possa exercer suas tarefas no anúncio evangélico, é necessário  participar das Escolas Catequéticas. Elas são oferecidas a todos, em vários níveis, proporcionando capacitação didática e técnica, contribuindo para a vivência pessoal e comunitária do compromisso de transformar o mundo. É a prática da interação fé e vida.

 Estas são algumas das orientações do Documento “Catequese Renovada: Orientações e conteúdos” em relação à pessoa do catequista como “comunicador” que faz ecoar a Palavra de Deus. Tal interação só é observável nas diversas realidades dos catequizandos, pois se refere à grande arte do catequista diante das ações concretas da vida.

 

Neuza Silveira de Souza
Comissão Arquidiocesana de Catequese de BH