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Este ano, em Paris, acontecerá a Cop 21, a grande conferência internacional do clima. A missão dos negociadores será chegar a um acordo global para entrar em vigor em 2020, substituindo o Protocolo de Kyoto. “Temos uma janela de oportunidade, mas ela é muito curta. As mudanças climáticas não deixarão nenhuma parte do globo intacta”, disse o presidente do painel intergovernamental de mudanças climáticas, Rajendra Pachauri, durante a apresentação da síntese de um novo estudo, recentemente em Copenhague, na Dinamarca.

O professor de relações internacionais da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, David Victor, que esteve por aqui na Faculdade de Direito da USP, contrapôs a visão pessimista sobre o futuro climático. Em vez de grandes acordos internacionais Victor falou em pequenos grupos, “clubes”, sejam de governos, de entidades, sociedades ou mesmo empresas que devem se unir a partir de objetivos comuns e mais específicos para combater o aquecimento.

Por enquanto há uma ideia de que o homem causa um mal sobre o sistema climático em relação ao aumento da temperatura média da superfície global. O nível do mar, a evaporação e derretimento das calotas de gelo, tudo isso alertou para o fato de que o mundo está efetivamente se modificando. O professor Victor disse estar otimista, apesar de tudo, porque tem visto governos que antes não faziam nada se mexendo, engajados em esforços e negociações sobre o tema. Depositou esperança na Brics – o grupo dos países emergentes constituídos por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, a quem caberá um papel fundamental para o futuro climático.
A conferir, portanto.

 

Rivaldo Chinem
jornalista e escritor