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Liturgia ““ acontecimento Pascoal

Estamos nos aproximando do final do ano litúrgico, nos preparando para a grande festa de Cristo Rei,  em 24 de Novembro, e também nos colocando na expectativa do Advento. Ao encerrar os encontros de catequese neste ano, nós, catequistas, não podemos deixar de mostrar aos nossos catequizandos a importância de estarmos presentes nas celebrações litúrgicas.

 

A Liturgia é ação simbólica, comunitária. Por meio dela, todas as pessoas são participantes que se apresentam à mesa do altar, cada uma levando consigo a própria realidade

A Liturgia em nossa Igreja não é uma ação qualquer da qual se pode participar, ou que dela se pode tirar férias. É uma ação divina, um encontro entre pessoas marcado pelo tempo litúrgico e que requer de nós participação ativa e envolvente.

A Liturgia é ação simbólica, comunitária. Por meio dela, todas as pessoas são participantes que se apresentam à mesa do altar, cada uma trazendo consigo a própria realidade: suas alegrias, tristezas, seus sonhos e desilusões, suas riquezas e pobrezas. Mas se apresentam com alegria, pois se trata de uma ação realizada juntamente com Deus Trindade. Uma ação que tem origem em Jesus, o Senhor. Por isso, ela é uma ação pascal, um acontecimento que nos transporta para o caminhar com a vida de Jesus, participando com ele de sua paixão, morte e ressurreição.

Nesse sentido, cada celebração apresenta em sua dinâmica várias ações: a acolhida da assembleia, a escuta, a interpretação da Palavra e uma ação simbólico-sacramental-central (Eucaristia, Batismo, Crisma, Penitencia, Matrimônio, Ordem  etc.).

Cada liturgia é marcada pelo seu tempo litúrgico, cada uma carrega consigo as características próprias do Tempo celebrado. Cada celebração é diferente, embora tenha um mesmo conteúdo: a vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus, o Cristo.

Com o fim do Ano Litúrgico, somos chamados a uma reflexão do que do que continua. O Ano da Fé, por exemplo, foi um grande presente que o Papa emérito Bento XVI deu à Igreja. Ele foi vivido com muita graça e permanece, pois todos foram fortalecidos na caminhada, dando seus testemunhos diante das grandes diversidades e vitórias alcançadas pelo dom da fé. Um dom que não termina com o fim do Ano Litúgico, mas continua a crescer.

Portanto, continuemos a trabalhar no anúncio do Reino, na oferta do Dom da Fé com testemunho de cristão que habita o Espírito. Sejamos sempre pedras vivas da casa do Senhor, o Deus da vida.

Neuza Silveira de Souza
Comissão Arquidiocesana de Catequese de Belo Horizonte