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Jubileu dos Presos: Dom Walmor leva palavras de fé e esperança a detentos da Penitenciária Dutra Ladeira

Os presos da Penitenciária Dutra Ladeira receberam a visita e dom Walmor, na quinta-feira, para a celebração do Jubileu dos Presos, um importante momento vivenciado dentro da programação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia proclamado pelo Papa Francisco.

Dom Walmor presidiu a Missa concelebrada pelo padre José Geraldo, Assessor Eclesiástico da Pastoral Carcerária. Os diáconos  Glêvison  Felipe, com missão na Penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves; Oscar, no CERESP de Betim;  Noraldino,  no Presídio de Caeté e Alex, com missão no Presídio de Nova Lima ajudaram na liturgia. Os  seminaristas do Seminário Coração Eucarístico de Jesus  cuidaram da música e de levar palavras de conforto e esperança aos presos.

A celebração iniciou-se em frente à capela da penitenciária, com a abertura da Porta Santa, por onde passaram os todos os presos e os funcionários, num gesto de conversão e também de acolhida da Igreja a todo o Povo de Deus.

 

Dom Walmor abençoa os presos em cumprimento
de pena na Penitenciária Dutra Lad
eira

Na homilia, dom Walmor  lembrou o objetivo de todos estarem  ali, reunidos:  a celebração do  Ano da Misericórdia, “misericórdia de Deus que alcança também os que estão privados da liberdade”- disse o Arcebispo. Lembrou que, mesmo pertencendo ao povo de Deus, todos são pecadores e sujeitos a se desviarem do caminho e que o desvio de alguns os levaram à privação da liberdade. Mas, recordando o Evangelho de São Lucas, proclamado na celebração, com destacou a parábola do”Pai Misericordioso”, afirmando: “ estamos consolados pela alegria de percebermos que temos um Pai que nos acolhe quando voltamos à sua casa. Qualquer que seja nosso pecado”.

 

Segundo o coordenador arquidiocesano da Pastoral Carcerária, Assis Francisco Ribeiro, as palavras de dom Walmor tocaram profundamente o coração de todos, especialmente dos detentos. Já o diácono Glêvison Felipe destacou  não só ampla participação da comunidade carcerária, mas a qualidade da participação dos presos e também dos funcionários da Unidade Prisional.

Ao final da Celebração os detentos fizeram questão de agradecer. Segundo o diácono Glêvison, eles gostaram muito de participar da Missa, pois  grande parte deles inegrava as comunidades de fé , nos locais onde residiam. “Agora nós vamos a eles, já que não podem participar de suas comunidades.  Todos essas pessoas esperam ansiosas a visita da Pastoral Carcerária, que para muitos é a única visita que têm, visto que muitas vezes a família mora longe e não tem recursos para visita-los toda semana… e ontem, no Jubileu, acho que aproveitaram bastante os frutos da Palavra partilhada e o consolo da Misericórdia”- afirmou o diácono.