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Instrumento de Trabalho do Sínodo para a Pan-Amazônia é apresentado ao Conselho Permanente da CNBB

O Instrumento de Trabalho (Instrumentum laboris) do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazônica foi tema da reunião do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nesta quarta-feira, dia 26 de junho, em Brasília. O documento foi apresentado pelo monsenhor Raimundo Possidônio, da Arquidiocese de Belém (PA), um dos brasileiros especialistas que participou da elaboração do Instrumento de Trabalho preparatório. Dom Raimundo é um estudioso da história da Amazônia e colabora na Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM).

O Monsenhor destacou que o Instrumento de Trabalho é fruto de um processo de escuta que teve início com a visita do Papa Francisco a Puerto Maldonado (Peru), em janeiro de 2018, prosseguindo com a consulta ao Povo de Deus em toda a Região Amazônica durante aquele ano, e se concluiu com a II Reunião do Conselho Pré-Sinodal, em maio passado.

O documento norteará o Sínodo para a Região Pan-Amazônica e, por isso, foi publicado em três idiomas: espanhol, italiano e português. O texto é composto por 147 pontos divididos em 21 capítulos separados em três partes. A primeira, parte titulada “a voz da Amazônia”, apresenta a realidade do território e de seus povos. A segunda parte, “Ecologia integral: o clamor da terra e dos pobres”, adverte sobre a “destruição extrativista” e abordam questões relevantes como “os povos indígenas em isolamento voluntário (PIAV)” e outros fenômenos de interesse mundial, a exemplo da migração, urbanização, família e comunidade, saúde”, educação integral e corrupção. Na terceira parte do Instrumentum laboris, reflete-se sobre os desafios e esperanças da região, incentivando a Igreja a ter uma ação “profético na Amazônia”, apresentando “a problemática eclesiológica e pastoral” da região.

Após acompanhar atentamente a apresentação do Instrumento de Trabalho, os bispos que integram o Conselho Permanente apresentaram sua visão sobre o documento, destacando a beleza do processo de escutas sinodais realizadas em toda região Amazônica que reúne nove países.

Uma série de encontros está programada para que os bispos – sobretudo os bispos da região Amazônica do Brasil – que participarão do Sínodo aprofundem as reflexões sobre o texto preparatório e, se julgarem necessário, apresentem propostas e alterações.

Conheça o Instrumento de Trabalho para o Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazônica: http://repam.org.br

Essa é a primeira reunião do Conselho Permanente após a 57ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil – que elegeu a nova presidência da CNBB, de eleições nacionais e nos 18 regionais. Conduzida pelo Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Walmor Oliveira de Azevedo, a reunião iniciou-se no dia 25 de junto e prossegue o dia 27. Participam a presidência da CNBB, os bispos que presidem as comissões episcopais pastorais, os presidentes dos regionais e os representantes de organismos eclesiais da Igreja no Brasil.

Além do Sínodo para a Pan-Amazônia, nesta edição da reunião, os bispos refletem sobre o calendário de reuniões 2019 e 2020, eleições para as Comissões Episcopais (bispos que as integrarão), indicação para o tema da 58ª Assembleia Geral dos Bispos, a ser realizada em 2020, visitas Ad Limina – Organização por regional (visita dos bispos ao papa a cada 5 anos), projeto de Comunicação para a CNBB,  Novas comunidades, Campanha da Fraternidade 2020, entre outros.