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Inocente é condenado à pena de morte

 

“Que faria Jesus diante disso?” Responder a essa questão é dar voz, visibilidade, corpo ao compromisso político, sim, político, pois compete a cada um de nós nos posicionar para a transformação da sociedade em prol da vida

Quando Jesus foi condenado, preso, torturado e assassinado, a justificativa para sua pena alegada por seus algozes foi política, e sobre a cruz mantiveram a inscrição “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”. O fato é que Ele perturbou o sistema político então vigente, razão pela qual tantos opositores seus, ao longo de toda a sua caminhada buscavam sempre um jeito para eliminá-lo por estarem demasiadamente incomodados com sua práxis livre e libertadora.

O cristão, Corpo de Cristo aqui, agora, tampouco pode se deixar aprisionar pelos esquemas opressores desta realidade. Há que responder, com coragem e coerência, aos apelos de quem mais sofre, de quem clama por justiça. E isso não se faz se omitindo, se escondendo, e, muito menos, buscando os próprios benefícios. A audácia cristã implica viver em radicalidade fiel, sempre buscando pautar o falar e o agir naqueles inspiradores do Mestre de Nazaré.

“Que faria Jesus diante disso?” Responder a essa questão é dar voz, visibilidade, corpo ao compromisso político, sim, político, pois compete a cada um de nós nos posicionar para a transformação da sociedade em prol da VIDA.  Tanto o Concílio Ecumênico Vaticano II quanto a CNBB afirmam que a atuação política é campo do compromisso cristão. Nossa omissão pode custar a vida do irmão, sem trabalho, sem lar, sem terra, sem pão.

Por se tratar de fé cristã, há que se refletir sobre a correlação que diz respeito a todos nós: “A fé sem obras é morta”, política pode ser obra maior, que transforma a história e dignifica a vida. O cristão experimenta e sabe que depois da cruz há uma realidade maior, muito maior…

Tânia Jordão
Equipe do Observatório da Evangelização

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