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Leio com atenção notícias de coisas diferentes que muita gente, em especial brasileiros, tem feito por aí.

Muito já se disse sobre as crises serem oportunidades de descobertas, invenções, novos negócios. De fato, é o que ocorre com a humanidade desde que nos conhecemos por gente. Uma dificuldade não pode ser entendida como um limite, mas como uma situação especial que requer uma solução igualmente especial.

É certo que nem todas as invenções ou descobertas são grandiosas, assim como nem todas são bem-sucedidas. Mas é inegável que a cada novidade produzida, mesmo aquela que nos parece mais insignificante, estamos dando um passo a frente, na busca pela superação.

Selecionei algumas novidades que me chamaram a atenção no noticiário recente, a maioria, é claro, relacionada aos temas da sustentabilidade.

Ideias em movimento

Não importa se a contribuição é grandiosa, ou aparentemente simples. O que importa é que estamos evoluindo no sentido de melhorar a vida e as pessoas

Terra, argila, esterco, água e sementes de árvores nativas e frutíferas são os ingredientes de uma receita de adubo aprendida pela internet. O resultado são bolas de material orgânico e argila que, lançadas em terra, se desfazem e espalham as sementes em uma área de mais de mil hectares de mata destruídos por um incêndio. Os “pais da ideia” são voluntários de São Tomé das Letras (MG) que trabalham para recuperar a região.

Biometano, gás obtido do dejeto de aves, pode ser o combustível ideal para ônibus no país, pois emite 70% menos poluentes que o diesel e tem custo 56% inferior ao dele na relação por quilômetro rodado. Um ônibus movido a biometano foi testado durante um mês em Itaipu. A iniciativa é resultado da parceria da fabricante de ônibus Scania com a Itaipu Binacional, o Centro Internacional de Energias Renováveis-Biogás, a Fundação Parque Tecnológico Itaipu e a Granja Haacke, de Santa Helena (PR). Apresentações da tecnologia devem seguir viagem pelo Brasil.

Pirassununga (SP) é terra da boa cachaça de cana e, agora, também sede de um projeto para a fabricação de caixas para transporte de frutas, legumes e bebidas. A matéria-prima é o bagaço da cana. A iniciativa é de pesquisadores da USP, em Pirassununga, numa parceria de dois institutos da universidade: o de Engenharia de Biosistemas e o de Engenharia de Alimentos. Após cinco anos de pesquisa, as caixas acondicionarão melhor os produtos mais sensíveis ao transporte e contribuirão ainda mais para o total aproveitamento dos resíduos de cana.

Avanço científico

A revista Nature, reconhecida no meio científico internacional, publicou um índice global no qual reuniu informações de 100 países e de suas respectivas instituições. O Brasil foi o 23º classificado entre aqueles que contribuíram com as pesquisas mais relevantes de 2013. Segundo a Nature, 670 artigos publicados nas revistas científicas mais respeitadas do mundo revelaram a participação de cientistas brasileiros em pesquisas da maior importância.

O Hospital de Câncer de Barretos (SP), o primeiro do interior paulista que atende cem por cento dos seus pacientes pelo SUS e recebe pessoas de todas as partes do país, ganhou um novo auxiliar. Trata-se de um robô de US$ 3,2 milhões que foi comprado após doação da empresa de citricultura Cutrale. Com ele, o hospital inovará os métodos para cirurgias minimamente invasivas, como a retirada de tumores e da próstata. A nova tecnologia minimizará a possibilidade de efeitos colaterais pós-operatórios e garantirá uma recuperação mais rápida. Anualmente, a instituição realiza mais de 14 mil cirurgias. O robô, que atende pelo nome de “Da Vinci” participará de ao menos 3% delas.

Realizações como essas se multiplicam pelo país. São pessoas, empresas, instituições, organizações não governamentais e muitos outros, inclusive órgãos do governo, que se dedicam a inovar em diferentes âmbitos. Como disse no início deste texto, não importa se a contribuição é grandiosa, ou aparentemente simples. O que importa é que estamos evoluindo no sentido de melhorar a vida e as pessoas.

 

Lucila Cano
redatora publicitária e assessora de imprensa
formada em Comunicação Social pela Fundação
Armando Álvares Penteado – FAAP (SP)