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Estresse e o processo civilizatório

Estresse é o resultado de uma relação entre o indivíduo e o meio. Ele se origina em nossa interação e se acentua como resultado do processo civilizatório e pode resultar em atitudes agressivas. Chega ao ponto em que o homem, vivendo em uma rotina, não consegue mais suportá-la. Imaginem o que vem em seguida. Alerta da psicóloga Simone Alves de Melo à rádio USP.

Vitimadas pelo estresse, as pessoas tendem a se isolar, mantendo distância uma das outras. Não conseguem também observar a perda dos limites. Nas ocasiões estressantes e mesmo fora delas, a pessoa passa pela perturbação de comportamento, desenvolvendo o sentimento do medo. Pessoas muito estressadas também não respeitam o tempo dos outros, nunca divide nada, nunca elogia o outro. Isso porque estressadas elas não conseguem compartilhar. É sempre aquele sentimento de “deixa que eu mesmo faço”.

Acumular trabalho, atitude de nunca delegar, achar que tudo pode é outra característica de alguém estressado. A baixa autoestima os atormenta bastante. Não sabem que o medo está dentro de nós mesmos. Não sabem que é importante a mente e o corpo trabalhem juntos. Que há limites.

A busca frenética pela perfeição é outra característica do estressado. Quer chegar a um resultado que é também importante, mas não exatamente do seu jeito. Isso porque a gente acaba sofrendo diante de situações que nem sempre valem a pena. Tem de deixar de lado a ideia de que não vale a pena se arriscar, menos ainda deixar que outras pessoas também se arrisquem.

Fundamental ainda nesse processo de atenuar ou de conviver com alguém assim é ter um bom sono e se alimentar bem. Isso porque o estressado não come no tempo em que ele tem disponível para o almoço. Tem que comer direito. Ter tempo para se distrair. Ouvir música. Ao repórter Cido Tavares a psicóloga resumiu: Viver, enfim, a vida.

 
 
Rivaldo Chinem

Jornalista e escritor

*Artigo publicado originalmente no Jornal da Comunicação Coorporativa