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Dom Walmor preside celebração por intenção da canonização dos beatos dom Óscar Romero e Paulo VI

No domingo, dia 14 de outubro, dom Walmor preside Celebração Eucarística na Comunidade Dom Óscar Romero da Paróquia Jesus Cristo Libertador , por intenção da canonização de dom Oscar Romero.

O Arcebispo de San Salvador, dom Óscar, será canonizado nesse mesmo dia, em Roma. Na celebração, o Beato Paulo VI também será elevado a santo. Ambos foram contemporâneos na Igreja e tiveram um importante encontro em Roma, cujas as fotos foram divulgadas pelo Escritório de Canonização. Na ocasião, o Arcebispo recebeu importante apoio do Papa Paulo VI a seu trabalho em defesa dos mais pobres.

Giovanni Battista Montini nasceu em Concesio, Bréscia, na região italiana da Lombardia. Ao ser eleito papa, escolheu o nome de Paulo VI. Foi ele quem concluiu os trabalhos do Concílio Vaticano II, incentivando a abertura da Igreja ao mundo e o respeito pela tradição.

O futuro santo escreveu sete encíclicas, entre as quais a ‘Humanae vitae’ (1968), sobre a regulação da natalidade, e a ‘Populorum progressio’ (1967), sobre o desenvolvimento dos povos, tendo instituído o Sínodo dos Bispos e o Dia Mundial da Paz.

O Beato Óscar Romero nasceu em Ciudad Barrios, El Salvador, em 15 de agosto de 1917, e morreu mártir na capital do país em 24 de março de 1980, tendo sido baleado enquanto celebrava a Missa em meio ao começo de uma guerra civil entre a guerrilha de esquerda e o governo ditatorial de direita.

Em 1978, o Arcebispo de San Salvador escreveu em seu diário o que o Papa Paulo VI lhe disse ao recebê-lo, no Vaticano: “Entendo o seu difícil trabalho. É um trabalho que não pode ser compreendido, necessita ter muita paciência e muita fortaleza. Eu sei que nem todos pensam como você, nas circunstâncias do seu país é difícil ter essa unanimidade de pensamento, entretanto, prossiga com entusiasmo, com paciência, com força e com esperança”.

“Ele prometeu que rezaria muito por mim e pela minha Diocese. E que fizesse todo o esforço possível pela unidade. Que, se ele pudesse servir pessoalmente em algo, teria prazer em fazê-lo”, escreveu.

“Em seguida, referiu-se ao povo. Disse que o conhecia desde quando havia trabalhado na Secretaria de Estado, há 50 anos, e é um povo generoso, trabalhador e que hoje sofre muito e procura as suas reivindicações. Disse que deveríamos ajudá-lo, trabalhar por ele, mas nunca com ódio ou provocando a violência, mas com um grande amor”, acrescentou.