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Dom Walmor celebra o Natal em comunhão com moradores de rua na Tenda Cristo Rei

A Tenda Cristo Rei, no canteiro de obras da Catedral Cristo Rei, terá um evento exclusivo de Natal para receber as pessoas em situação de rua e vulnerabilidade social, amparadas pela Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de Belo Horizonte.

No dia 25 de dezembro, às 8h, dom Walmor irá celebrar a Missa de Natal e receber pessoas em situação de rua para um café da manhã. Momento especial de confraternização, de escuta, comunhão e partilha.

A Tenda Cristo Rei, lugar especial de acolhida, fica no terreno onde está sendo contruída a Catedral Cristo Rei, que também irá abrigar a Acolhida Solidária Dom Luciano Mendes de Almeida, dedicada ao apoio e ao cuidado com os mais pobres.

A Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de Belo Horizonte, que promove a cidadania e a reinserção social realiza 6.382 atendimentos por ano. De acordo com Claudenice Rodrigues Lopes, membro da coordenação colegiada da Pastoral, há muito a comemorar, desde o ano de 1987, que marcou o início dessa ação pastoral na Arquidiocese. Naquele ano, uma equipe de agentes pastorais, animados pela mística das Irmãs Oblatas de São Bento, buscou estabelecer novas relações com os Catadores de Papel e moradores em situação de rua da cidade.

“As ruas, marquises e viadutos foram os primeiros locais de reuniões e encontros. A força da resistência venceu a dureza do asfalto e emergiram organizações e direitos. Rompendo com práticas assistencialistas e apostando no protagonismo e organização das pessoas em situação de rua,  o trabalho apoiou-se na mobilização de diferentes grupos que foram conquistando seu espaço e lugar na sociedade”, lembra Caudenice.

Hoje, a Acolhida Solidária Dom Luciano Mendes de Almeida tem papel importante nesse processo.  Com 300 atendimentos contabilizados apenas nas três primeiras semanas de dezembro, o serviço é responsável pela reinserção de dezenas de pessoas no mercado de trabalho. A Acolhida doa roupas limpas e passadas, calçados e vales-transporte para aqueles que vão se submeter a entrevistas de emprego, o que  segundo a coordenadora, Sirlene Ferreira, tem resultado em conquistas para o povo da rua. Além desse trabalho,  recebem apoio as vítimas de violência doméstica e aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade social.

Fruto de uma ação que tem por objetivo garantir autossustentabilidade, a população em situação de rua conta com instituições como a Fundação da Asmare ( Associação dos Catadores de Material Reaproveitável); a Associação Moradia para Todos, constituída de moradores e ex-moradores em situação de rua, que desde 1996 tem sido espaço de discussão e luta por moradia e, ainda, a conquista de serviços públicos: República Reviver, Centro de Referência da População de Rua, Ambulatório Carlos Chagas, e Creche para os filhos dos catadores, junto ao Orçamento Participativo a partir da luta e organização da população de rua. “Muitas outras conquistas alcançadas neste processo imprimiram novo olhar na política de acolhida a esta população, que passou a participar ativamente na organização do Fórum da População de Rua assim como da organização do Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclável e do Movimento da população de Rua”, observa Claudenice.