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Dom Edson e jesuítas estudantes de Teologia refletem sobre a Evangelização nas Cidades

A Arquidiocese de Belo Horizonte possui uma realidade complexa e bastante desafiadora. Esta metrópole é marcada pela grande quantidade de pessoas que vivem nas regiões centrais das cidades, ao meio de casas, prédios e indústrias; juntamente com o significante número de pessoas que habitam as periferias, vilas, favelas e aglomerados, também diversas famílias que habitam as regiões rurais de nossa Arquidiocese. Na imensa pluralidade que marca a paisagem da região metropolitana de Belo Horizonte, com tantas riquezas culturais e desafios, surge uma importante questão: o que significa evangelizar nesse contexto? Quais são os desafios para nossa prática evangelizadora, como Igreja, na realidade da Grande BH?

Essa foi a temática que inspirou momento de formação pastoral dos jesuítas que fazem parte do Centro Interprovincial de Formação Santo Inácio de Loyola, da Companhia de Jesus, em Belo Horizonte. Dom Edson, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte assessorou o encontro. Nesse encontro, participaram 34 jesuítas estudantes de teologia, da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia – FAJE, e respectivos formadores. Esses jesuítas são provenientes de 15 países – Brasil, Angola, República Democrática do Congo, Moçambique, Zimbábue, Timor Leste, Argentina, Bolívia, Colômbia, Cuba, Chile, México, Peru, Uruguai e Venezuela – e, além de realizar a formação teológica na FAJE, colaboram com as atividades pastorais da Arquidiocese de Belo Horizonte, especialmente nas Paróquias São Francisco Xavier, em BH, e Santíssima Trindade, em Santa Luzia, além de outras ações pastorais, como as pastorais sociais (Pastoral da Mulher Marginalizada, Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados, Pastoral Carcerária), as atividades de formação, educação e espiritualidade.

Nessa manhã de formação, com o auxilio de Dom Edson, foi possível refletir sobre a compreensão de evangelização na nossa realidade regional, além de pontuar algumas particularidades do que significa o processo de evangelização nas cidades, especialmente no grande mosaico cultural que marca nosso contexto urbano. Não podemos mais repetir os esquemas pastorais de antes, do mundo rural, a sociedade muda, a Igreja muda, suscitando novos modelos pastorais. Dessa forma, precisamos descobrir um novo modo de evangelizar nas cidades, um novo olhar de fé para descobrir como Deus habita nas praças, casas, prédios, comunidades etc. Como pressuposto para esses novos processos de evangelização na cidade, imprescindível pensar em ações em rede, tecendo parcerias, envolvendo os diversos sujeitos que fazem parte desse diverso tecido cultural que é nossa Arquidiocese.

Além disso, Dom Edson apresentou o Projeto de Evangelização “Proclamar a Palavra”, enfatizando a Palavra viva, como um caminho para incidir na evangelização e transformação da sociedade contemporânea no meio urbano. O Projeto de Evangelização está fundamentado em quatro pilares: 1) Igreja da acolhida, 2) Fé, política e cidadania; 3) Formação integral e permanente; e 4) Catequese. As ações do Projeto são voltadas para a evangelização na complexa realidade urbana da Grande BH e, para isso, foram eleitas três prioridades: opção preferencial pelos pobres, família e a opção preferencial pelas juventudes. Tendo em vista os desafios e a importância de trabalhar em rede para a realização do Projeto de Evangelização, é fundamental a colaboração diversos sujeitos e instituições que estão inseridos na Arquidiocese de Belo Horizonte, que ajudam na configuração de uma dimensão eclesiológica própria de nossa Igreja local. Isto pode se tornar possível através da rede de comunidades, do protagonismo dos leigos e leigas e da comunicação e cultura.

Dom Edson agradeceu e pontuou a importância que tem a colaboração da vida religiosa, dos seminários e casas de formação na realização do Projeto de Evangelização Proclamar a Palavra.