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A convite da CNBB, dom Walmor conversa com jornalistas durante a 56ª Assembleia Geral dos Bispos

O arcebispo dom Walmor, a convite da CNBB, conversou com jornalistas, durante a 56ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, sobre a evangelização nos grandes centros urbanos. A entrevista foi transmitida ao vivo, para todo o Brasil, pelo portal A12.

Dom Walmor detalhou uma caraterística muito comum às grandes capitais, o fenômeno da conurbação – quando, pela expansão das cidades vizinhas, os limites territoriais se diluem e as muitas realidades tornam-se mais próximas. Para o Arcebispo, a complexidade das grandes regiões urbanas exige que a Igreja se equipe de instrumentos qualificados para exercer bem a sua missão de evangelizar.

Na Arquidiocese de Belo Horizonte, dom Walmor sublinha os investimentos feitos na criação de quatro vicariatos episcopais especiais – de Ação Social e Política, de Ação Pastoral, de Comunicação e Cultura e de Ação Missionária, este último organizado em três núcleos: Vilas e Favelas, Vale do Paraopeba e Cidades Históricas.

Para melhor conhecer as muitas realidades dos centros urbanos, definir estratégias para evangelizar em diferentes áreas, dom Walmor reforça a importância dos trabalhos de pesquisa. Nesse sentido, cita as ações desenvolvidas pela PUC Minas, especialmente pelo Centro de Geoprocessamento de Informações Pastorais e Religiosas (Cegipar). A instituição, conforme o Arcebispo, ajuda a Igreja ter um diagnóstico sobre a sua presença nas grandes cidades, indicando os locais que demandam maior presença missionária.

Outro instrumento importante para a evangelização nos centros urbanos é a comunicação. Dom Walmor lembra que é tradição da Arquidiocese de Belo Horizonte investir na comunicação, caminho para dialogar adequadamente com meios de comunicação católicos e com todas as outras mídias da sociedade civil. “Por isso, investimos na Rede Catedral de Comunicação Católica”, diz.

A educação é também, conforme explica o Arcebispo, campo estratégico para a partilha dos valores do Evangelho. Dom Walmor destaca o trabalho desenvolvido pelo Colégio Santa Maria Minas e pela própria PUC Minas.

A respeito do trabalho desenvolvido nas comunidades de fé, o Arcebispo, a partir de pergunta enviada via redes sociais, diz que as paróquias precisam buscar servir a comunidade cada vez mais, tornando-se cada vez mais referência no cuidado com os pobres, na promoção da cultura, da educação e da arte. Dom Walmor sublinha que, com essa missão, está sendo construída na Capital Mineira a Catedral Cristo Rei, que busca resgatar o sentido genuíno de catedral, estando aberta 24 horas para acolher e servir todas as pessoas. “Não há como evangelizar os centros urbanos sem a força da nossa rede de comunidades”, destaca o Arcebispo.

Dom Walmor ressalta ainda a importância dos santuários para as grandes cidades. Explica que na Arquidiocese de Belo Horizonte, os mais de dez santuários são compreendidos como centros de espiritualidade, dedicados à acolhida dos mais pobres, com uma força que ultrapassa o sentido estritamente devocional, tornando-se referência nos trabalhos de evangelização. Entre os santuários da Arquidiocese de Belo Horizonte, dom Walmor sublinha que o Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade é o mais importante, por ser o Santuário da Padroeira de Minas Gerais.

Os santuários devem ser compreendidos como centros de espiritualidade – lugar preparado para receber os mais pobres e promover a cultura. Assim, são grande força não somente devocional, mas de evangelização.

A conversa do Arcebispo com os jornalistas presentes na 56ª Assembleia dos Bispos do Brasil pode ser vista no vídeo abaixo, a partir dos cinco minutos.

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