Você está em:

Catedral Cristo Rei: o arranjo de Deus

O jornal O Tempo, edição do dia 25 de março de 2016, publicou artigo do advogado José Maria Couto Moreira, de título “O arranjo de Deus”, sobre a construção da Catedral Cristo Rei.  No texto, José Maria descreve a construção da Catedral Cristo Rei como capítulo épico e enfatiza que a obra está evoluindo, como testemunham aqueles que se dirigem a zona norte da Capital Mineira, onde está sendo edificada a Igreja-Mãe da Arquidiocese de Belo Horizonte. “A futura Catedral lá se levanta, conferindo vida e movimento à região e bom futuro aos moradores”.

O texto descreve que o projeto arquitetônico da Catedral Cristo Rei, assinado por Oscar Niemeyer, traz simbolismo nas linhas instigantes que se conjugam em curvas, planos e alturas, sugeridas ali como a revelação do plano de Deus, inalcançável para os mortais, mas confortador para a humanidade.

 

Artigo completo:
 

O arranjo de Deus       

José Maria Couto Moreira*

Quando a Cúria Metropolitana de Belo Horizonte anunciou que o antigo sonho de Dom Antônio Santos Cabral se realizaria neste segundo decênio do século XXI, poucos mineiros, os menos céticos e os mais orgulhosos, festejaram o aviso. Em nossa cidade se ergueria um grandioso monumento a Deus e à cristandade nominado assim de Catedral Cristo Rei ! O primeiro operário do que virá a ser a nossa megacatedral, dom Walmor Oliveira de Azevedo, pôs-se em marcha para acalentar esta aspiração de nossa comunidade, enfrentando dificuldades e as vencendo.

O homem daquela prancheta mágica que foi Oscar Niemeyer, que ao Brasil e ao mundo ofereceu os mais assinalados serviços, criador abençoado da Catedral de Brasília, aquele monumento onde seus frequentadores dialogam com anjos vivos, tal o realismo que também anuncia a presença a um tempo avassaladora e silente do Altíssimo, imediatamente fez-se também autor  da concepção vanguardeira de nossa catedral. O traço daquele imortal projetista para o templo também insinua uma linguagem dos fiéis para com sua futura casa, simbolismo presente nas suas linhas instigantes que se conjugam com curvas, planos e alturas, sugeridas ali como a revelação do plano de Deus, inalcançável para os mortais,  mas confortador para a humanidade. Neste episódio certamente épico que será a edificação da Catedral Cristo Rei, o principal protagonista e operário número um está como Moisés estava para o seu destino. Quarenta anos se passaram para que o representante de Deus junto ao povo de Israel obtivesse a terra prometida. Assim, crendo na palavra do Senhor, entraram, afinal, em Canaã. O longo tempo de nossa espera foi consumido com paciência e constante expectativa. Depois de aproximados oitenta anos da proclamada intenção do venerável dom Antônio dos Santos Cabral, eis que surge em Belo Horizonte um jovem arcebispo, temperado em outras lutas, para pastorear a nossa terra e a nossa gente, e com entusiasmo de visionário, confiante e humilde,  preveniu a diocese de seu desejo de concretizar a construção da catedral.
 

E esta obra tão ansiada está evoluindo, testemunham aqueles que se dirigem à zona norte, na verdade, até então esquecida região de nossa metrópole, carente de serviços de toda ordem. A futura catedral lá se levanta, conferindo vida e movimento à região e bom futuro aos moradores, que já se declaram vizinhos felizes da portentosa obra, e ela, seguramente, constituirá repertório na arquitetura mundial e classificação também soberba na família das grandes catedrais.

 

Os incrédulos (será que os há, ainda?), em breve tempo, se defrontarão com a comovente plasticidade da nave que abrigará a todos nós, na certeza de que diante de um desafio (audacioso para nossos tempos ), uma vontade determinada, a que se associaram os mineiros, são todas vertentes importantes para esse valioso arranjo de Deus. A catedral nos acena como a nossa Canaã.

*Advogado