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Assembleia do Regional Leste 2 reflete sobre presença do leigo na Igreja

A Assembleia Regional de Pastoral (Conser), do Regional Leste 2 da CNBB, refletiu sobre “Presença viva de leigos e leigas animando as comunidades” na quarta-feira, dia 12 de novembro, segundo dia do evento, realizado na Casa de Retiro São José.  A assessoria do tema central do encontro ficou a cargo do Subsecretário Adjunto de Pastoral da CNBB, padre Francisco Wloch. Cerca de 150 pessoas, entre bispos, presbíteros, representantes de pastorais e movimentos, recebidos na capital mineira pelo arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo,  participam do encontro que tem como objetivo  avaliar e propor ações para a caminhada e presença do laicato nas (arqui)dioceses do Regional Leste 2. O evento que teve início no dia 11,  encerra-se nesta quinta-feira.

Ao assessorar os estudos sobre o tema da Assembleia, padre  Chico Wloch destacou  os desafios da evangelização nos grandes centros urbanos  de Minas Gerais e Espírito Santo,  estados que constituem o Regional Leste 2 da CNBB, apresentando as realidades dos condomínios, das vilas e favelas, dos meios de produção representados na região pelos portos e pelas indústrias metal mecânica e automobilística, e do  turismo, especialmente do turismo religioso.  O assessor da CNBB ressaltou, ainda, a fundamental importância de ir ao encontro das comunidades inseridas nessas realidades. E, Lembrando as palavras do Papa Francisco, afirmou: “Precisamos sair da Igreja e ir na direção das pessoas, envolvendo principalmente as lideranças leigas, pois os padres  e os bispos são poucos diante de um mundo tão numeroso”.

O assessor da CNBB destacou a missão dos  leigos de aumentar e consoliar a presença da igreja nos variados ambientes da sociedade, ao se referir à conferência de Santo Domingo, cujo  foco foi o protagonismo dos leigos  e o compromisso dos bispos, padre e religiosos e dar a eles  as  condições necessárias  para, de fato participarem da Igreja. “Esse é o grande desafio, também, dos sacerdotes, pois ainda vivemos os frutos de uma igreja pensada hierarquicamente, conceito que só foi modificado no Concílio Vaticano II. “O próprio concílio diz que a igreja não é mais uma sociedade hierarquicamente  organizada  como se pensava anteriormente, mas  é o povo de Deus a caminho da casa do Pai”.

A organização do Povo de Deus em comunidade de comunidades, tema do documento 104 da CNBB, segundo padre Chico Wloch, é  o modo de trazer para o dia a dia o protagonismo do leigo na Igreja.  É resgatar o que se vivia nas primeiras comunidades, onde os cristãso partilhavam  a palavra de Deus, tinham tudo em comum e não havia necessidade entre eles. “Muitas vezes, não ajudamos nossos irmãos porque não conhecemos as necessidades deles. Porque estamos próximos fisicamente, mas  longe do coração. É preciso vencer as barreira e ir  ao encontro das pequenas comunidades,  confiando  na ação dos leigos e leigas, na ação dos batizados. Só assim seremos capazes de atingir e modificar as pessoas e suas realidades”- disse o subsecretário adjunto de Pastoral da CNBB, padre Francisco Wloch, ao citar palavras do Papa Paulo Sexto, na Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi (19).

Política e meio ambiente

No primeiro dia de trabalho, os participantes, assessorados pelo professor Pedro Ribeiro, refletiram sobre Análise de Conjuntura Social e Politica. Em sua exposição professor Pedro propôs reflexões sobre a reforma politica e seus desdobramentos após as eleições 2014, a situação politica brasileira, desdobramentos da crise climática e o papel dos movimentos sociais no cenário atual.  Segundo professor Pedro a analise de conjuntura tem especial importância em vista a Campanha da Fraternidade 2015 “Fraternidade, Igreja e Sociedade”. Para ele “a Igreja precisa entender os sinais dos tempos para anunciar eficazmente a Boa Notícia da Vida”.

Além da palestra “Presença viva de leigos e leigas animando as Comunidades”, ministrada à tarde pelo padre Francisco Wloch, na quarta-feira, dia 12 de novembro, os participantes realizaram atividades, organizando-se em subgrupos, no período da manhã. Arcebispos e bispos tiveram sessões de trabalhos reservadas, enquanto coordenadores de pastoral e representantes de presbíteros dedicaram-se a atividades especificas. Já o grupo de leigos e leigas participou de uma formação sobre o Estudo do Documento 107 da CNBB “Cristãos Leigos e leigas na Igreja e na Sociedade”, conduzido pelo vice-presidente do Conselho do Laicato do Brasil, Laudelino Azevedo.

A programação da quinta-feira,  último dia do evento,  incluiu mesa de estudo com o tema “Presença leiga nas comunidades – Caminho de portas abertas” com a presença do superintendente do Instituto Axis, Adilson Souza; do coordenador nacional adjunto da Pastoral da Criança, Dr. Nelson Arns; o casal coordenador do Núcleo de Formação da Pastoral Familiar, Ênio e Aparecida; do secretário da Cáritas Brasileira Regional Minas Gerais, Rodrigo Pires; e da coordenadora do Conselho Regional de Leigos do Leste 2, Sônia Gomes.