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As exigências para entrar no Reino são o centro da nossa reflexão neste artigo, dando prosseguimento ao tema proposto na edição anterior. Olhando para os ensinamentos de Jesus percebemos que são muitas as exigências, mas nenhuma impossível de ser colocada no dia a dia da nossa caminhada, quando o primeiro critério para se fazer a experiência de Deus é viver no amor.

Partindo da vida

Jesus ensina que onde estão os verdadeiros valores, está a verdadeira felicidade. Esses valores não podem ser os mesmos da sociedade, pois ela está mais preocupada com os próprios ganhos, com o acúmulo de bens, não se interessando em ajudar aos menos favorecidos.

O perfil materialista da sociedade não é novidade. Nela, palavras como honestidade, verdade, justiça, perderam o valor original. Mas, para Jesus a felicidade não está na riqueza, nos lucros, nessas coisas que são passageiras e não produzem justiça. Quando Jesus fala dos valores do Reino ele está se referindo aos bens que trazem alegrias, satisfações e produzem relações fraternas e justas. Esses são os bens que, de fato, garantem nossa felicidade eterna.

Iluminar com a luz da fé

Jesus sempre falava do Reino de Deus às pessoas. Procurava explicar as suas mensagens por meio de parábolas. Procurava envolver os ouvintes fazendo com que eles tomassem partido, aceitando novo modo de viver. Usava de imagens da vida diária. Refletindo sobre as situações críticas do dia a dia do povo, procurava orientá-lo para o bem-viver.

Então Jesus ensina o que é necessário para entrar no Reino de Deus:

•    Lc 14,33: “Aquele que não renunciar a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo”.
•    Lc 9,62: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não é apto para o Reino de Deus”.
•    Mt 18,22:  “Perdoar o irmão: não até sete vezes, mas até setenta e sete vezes”.
•    Mt 18, 3: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes e não vos tornardes como as crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Céus”.
•    Mt 6,24 – “Ninguém pode servir a dois senhores. Com efeito, ou odiará um e amará o outro, ou se apegará ao primeiro e desprezará o segundo. Não se pode servir a Deus e ao Dinheiro”.

Para compreender as exigências do Reino e colocá-las em prática, um dos caminhos é a oração. Jesus, que muitas vezes se retira para uma noite inteira de oração, também nos ensina a rezar e diz como devemos dirigir-nos a Deus (Lc 11,1-12; Mt 6,5-8).  

Ele rezava de manhã (Lc 6,12); de noite (Mc 1,35); nas alegrias (Lc 10,21); na tristeza (Lc 22,41); pedindo (Lc 23,34). Pedia e agradecia. Ele nos ensina que a maior exigência do Reino é o amor.

Agir

Viver o que Jesus ordenou: “Amem-se uns aos outros como eu amei vocês”, é transformar situações de morte  em situações de vida, de ressurreição.

Temos a coragem de viver as exigências do Reino?  Jesus nos diz que devemos fazer coisas simples, com humildade, sem ostentação. Por exemplo: Oferecer-nos na comunidade para um trabalho voluntário com as crianças, realizar visitas aos doentes etc. Na verdade, é procurar viver o que Jesus nos ordenou: amem-se uns aos outros como eu amei vocês. É procurar transformar situações de morte (tristezas, fome, injustiças) em situações de vida, de ressurreição.

Celebrar

Para o momento celebrativo, levar um lanche para ser partilhado, um bolo, por exemplo. Preparar a mesa com velas, a Palavra e, ao redor da mesa, fazer uma oração e depois a partilha. Pode iniciar cantando: “Prova de amor maior não há….”. É um grande momento, que deve ocorrer com muita alegria e entusiasmo.

        Neuza Silveira de Souza,
Coordenadora da Comissão
Arquidiocesana de Catequese de BH