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As Antífonas do Ó e a espiritualidade do Advento

A comunidade é convidada a aprofundar seu caminho de oração pela leitura das Escrituras, pela participação na liturgia, e também pela Novena de Natal

Advento é tempo de preparação para a festa do Natal do Senhor. O tempo é constituído de quatro semanas muito especiais que nos envolvem em alegre expectativa pela vinda do Senhor, nos despertam para a sua segunda vinda e nos conduzem para o tempo do seu nascimento. O tempo do Advento comporta vários aspectos importantes. Contudo, é a vigilância que aglutina as demais qualidades do tempo: esperança, expectativa, alegria, e penitência. Sobre este último aspecto, convém fazer uma precisação: o tempo do Advento não é um tempo ascético ao modo quaresmal. É uma preparação marcada pelo desejo do encontro, mais que pela revisão da condição batismal.

No tempo do Advento, a comunidade é convidada a aprofundar seu caminho de oração pela leitura pessoal e comunitária das Escrituras, pela participação na liturgia, sobretudo aquela dominical e também pela Novena de Natal. Nesta novena, proposta para a segunda fase do tempo, tem-se a oportunidade de, a partir da oração da Igreja, o Ofício Divino, de cultivar o sentido da expectativa, aprendendo da própria oração a alimentar o desejo pelo amado e pelo Reino de Deus.

Sobressaem na novena, as chamadas “antífonas do Ó”, também conhecidas como antífonas maiores, que precedem o cântico de Maria, o magnificat. São sete antífonas de cunho cristológico que exaltam e aclamam a Jesus, o esperado, e clamam por sua vinda. Cada uma das antífonas traz um riquíssimo conteúdo teológico e espiritual, constituindo-se como uma interessante síntese do tempo do Advento. Nesta série de artigos trataremos de analisar cada antífona, apresentando seu conteúdo litúrgico, teológico e espiritual para viver bem neste tempo tão especial.

 

Pe Danilo Césardos Santos Lima
Liturgista