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[Artigo] Cristãos Leigos e Leigas: sal da terra e luz do mundo – Dom Otacilio F. de Lacerda, bispo auxiliar da Arquidiocese de BH

Celebraremos, no próximo Domingo, com toda a Igreja, a Festa de Jesus Cristo, Rei e Senhor do Universo e o Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas.

À luz do Documento nº 105 ̶ “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na sociedade”, dos Bispos da Igreja do Brasil ̶ CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), reflitamos e aprofundemos sobre a missão dos cristãos leigos e leigas.

Sejam estes, pela graça recebida pelo Batismo e Crisma, sal da terra e luz do mundo, na Igreja e na sociedade, presença de uma Igreja viva, profética, servidora, misericordiosa, missionária, defensora e promotora da vida plena e feliz para todos:

“Os leigos, a quem a sua vocação específica coloca no meio do mundo e à frente de tarefas as mais variadas na ordem temporal, devem também eles, através disso mesmo, atuar uma singular forma de evangelização… O campo próprio da sua atividade evangelizadora é o mesmo mundo vasto e complicado da política, da realidade social e da economia, como também o da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos ‘mass media’ e, ainda, outras realidades abertas para a evangelização, como sejam o amor, a família, a educação das crianças e dos adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento.”(Evangelli Nuntiandi, n.º 70).

Deste modo, o cristão leigo e leiga torna-se, de fato, um verdadeiro sujeito eclesial, vivendo fielmente a condição de filho de Deus na fé.

Entretanto, há a necessidade da abertura ao diálogo, à colaboração e à corresponsabilidade com os pastores, os ministros ordenados: “Como sujeito eclesial, assume seus direitos e deveres na Igreja, sem cair no fechamento ou na indiferença, sem submissão servil nem contestação ideológica. Ser sujeito eclesial significa ser maduro na fé, testemunhar amor à Igreja, servir os irmãos e irmãs, permanecer no seguimento de Jesus, na escuta obediente à inspiração do Espírito Santo e ter coragem, criatividade e ousadia para dar testemunho de Cristo” (Doc. 105 – n. 119).

Concluindo, elevemos orações de modo especial para que estes sejam revigorados na fé, reanimados na esperança e inflamados na caridade do Senhor, do qual são alegres, disponíveis e corajosas testemunhas, vivendo com ardor a missão confiada, como profetas, sacerdotes e reis.

Que a luz, a sabedoria e a força do Espírito permaneçam com toda a Igreja, para que todos, na comunhão e corresponsabilidade, continuemos evangelizando com amor, zelo e alegria.