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Arcebispo preside Celebração pelos 117 anos de BH e fala sobre a presença de Deus na cidade

 

Dom Walmor  presidiu a Celebração Eucarística em ação de graças pelos 117 anos da capital mineira, no dia 12 de dezembro, sexta-feira, no Santuário Arquidiocesano de Adoração Perpétua- Igreja Nossa Senhora da Boa viagem. Estiveram presentes o prefeito Márcio Lacerda, autoridades municipais e estaduais, e representantes dos diversos segmentos da sociedade.

 

Na homilia, o Arcebispo lembrou  que o Aniversário de Belo Horizonte coincide com o dia dedicado a Nossa Senhora Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina, e referiu-se à liturgia do dia, destacando a figura solidária de Maria,  descrita no capítulo primeiro do Evangelho de  São Lucas: “ Ela saiu apressadamente atravessando as montanhas da Judeia para visitar Isabel”.  

Ao  ressaltar  a importância, para a coletividade,  de cada um  estar sempre pronto a servir, o Arcebispo  alertou que para Deus habitar na cidade – “entre nós” -, não se pode perder a disposição alimentada por uma sensibilidade profunda de ir ao encontro dos outros: “primeiro vem o encontro, sobretudo, com nosso olhar, com nosso coração, para os que mais precisam, os pobres, os sofredores. Mas, também, é essencial esse mesmo cuidado com aqueles que não são pobres porque têm  com o que viver, contudo, vivem  numa solidão profunda, inclusive  sem ninguém para dar a alegria de  ser presença em suas vidas”.

Dom Walmor  prosseguiu afirmando que se uma cidade, na vivência da cidadania, em cada pessoa, não consegue cultivar este sentimento que moveu Maria – descida do trono onde deveria estar, para  ajudar Isabel; se no coração de cada pessoa esse sentimento não for cultivado , sem que se perceba, as portas da cidade se fecharão para Deus. “Isso, porque faltará uma sabedoria fecundando as muitas sabedorais necessárias para se construir uma sabedoria cidadã que tempera com gosto gostoso a condução de nossa vida, da nossa cidadania” – acrescentou.

“O mínimo de distância, de indiferença para com o outro, sobretudo o mais necessitado, é sinal de que a cidade está fechando as portas para Deus e, assim, Deus não habitará nessa cidade. Toda competência, todos os esforços serão pequeninos  diante dos fracassos, pois Deus não estará  alí” – disse o Arcebispo, lembrando que essa é uma tarefa exigente do ponto de vista do humanismo e da cultura.

Em um segundo momento, na homilia, dom Walmor, destacou  o exemplo de Isabel, quando ao receber Maria lhe faz o seguinte elogio: “Bem-aventurada aquela que acreditou”.  “Esse é o segredo – ressaltou o Arcebispo – para abrimos a cidade  para que Deus nela habite: o dom da fé. Sem a vivência profunda da fé, que nos dê competência de ver o invisível, de compreender para além das aparências, fecundando o nosso jeito de escolher, de fazer conduzir e de encontrar a alegria de viver bem, fecham-se as portas da nossa cidade para  Deus. E nós precisamos estar vigilantes pois, mesmo dentro da Igreja, todos corremos esse grande risco”.

Dom Walmor ressaltou, também, que o desejo de todos “é que Deus habite entre nós” e lembrou que  esse é o desejo do Senhor. “Assim, Ele nos garante força, em meio a nossos afazeres e responsabilidades, para que possamos contribuir com a exemplaridade da atitude de Maria que vai ao encontro dos outros, dos que mais precisam, e para que cultivemos a fé, cuja a profundidade possa iluminar as muitas decisões que temos de tomar” .

 

 

 
Exemplo de solidariedade em livro sobre o Hospital Mário Penna

 

Após a Celebração Eucarística, o Arcebispo participou da apresentação do “Livro Mário Penna – Uma história feita por você”,  no Salão Paroquial da Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem. A publicação conta como foi criado o Instituto Mário Penna, há 45 nos, e que hoje é referência nacional no diagnóstico e tratamento do câncer, com os hospitais Mário Penna, Luxemburgo, a Casa de Apoio Beatriz Ferraz e o Centro de Pesquisas Mário Penna.
 
O livro – com texto do jornalista Sérgio Lacerda e trabalho de pesquisa da jornalista Virgínia de Castro – remonta fatos anteriores à consolidação do Instituto. Coloca em evidência as personalidades que tornaram  possível a criação da instituição filantrópica, responsável por atender atualmente aproximadamente 70% dos novos casos de câncer em pacientes da Região Metropolitana de Belo Horizonte e 20% do total de casos em todo o estado de Minas Gerais. Essas pessoas e seus familiares receberam homenagem especial durante o evento.