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Anunciar a Boa-Nova com alegria, entusiasmo e fé


O advento da internet com seus bytes, megabytes, gigas e etc, com as infinitas e gigantescas modalidades de comunicação tem revelado e passado Jesus Cristo? Há coincidência com o bem que Cristo desejou e nos comunicou ?

A respeito da comunicação da Boa Nova do Reino de Deus com alegria, entusiasmo e fé, vale refletir: o que Cristo nos pede e de que maneira temos agido no cotidiano da própria missão? Particularmente, penso que devemos considerar a evolução da humanidade com seus constantes e surpreendentes desafios e um deles, sem dúvida, deve ser o avanço no jeito de nos comunicarmos dentro da sociedade moderna já há muito chamada aldeia global. Pensemos na espantosa velocidade que as notícias correm pra lá e pra cá no universo inteiro e, também, nas suas consequências desafiadoras. Minha pergunta é: coincide a velocidade da comunicação com o progresso dos povos sonhado e delineado pelos documentos da Igreja que quer ser fiel ao mandado de Cristo? O que ocorre entre uma coisa e outra? Ou até antes disso: Como foi o jeito de Jesus Cristo se comunicar? é claro que hoje ele usaria a internet, mas de que modo? Na lei do vale tudo? Acho que não.

O Concílio Vaticano II desperta para essa preocupação, por meio de vários documentos dos quais podemos citar de passagem: o decreto Inter Mirifica, sobre os meios de comunicação da Igreja, a Constituição Sacrossanctum Concilium sobre a liturgia, que é vivência e comunicação carinhosa da Obra salvífica de Deus e, ainda, a Gaudium et Spes, comunicando as alegrias e esperanças da humanidade toda, principalmente, do povo peregrino do Senhor do qual somos participantes.

Mas dentre muitas verdades que acolhemos e aprendemos apenas uma nos salva: Cristo. A Pessoa de Cristo, como nos diz o Documento de Aparecida compartilhado e participado pelo então Cardeal Jorge Mário Bergoglio, hoje Papa Francisco, apresenta esta clareza de entendimento: podemos comunicar muitas coisas e até boas e verdadeiras, mas nelas estamos comunicando a maior e única verdade que é Cristo e sua pessoa de maneira original e direta? E aí volto ao ponto discutido: o advento da internet com seus bytes, megabytes, gigas e etc, com as infinitas e gigantescas modalidades de comunicação tem revelado e passado Jesus Cristo? Há coincidência com o bem que Cristo desejou e comunicou a nós? Isso se desdobra noutra intrigante pergunta: como Cristo se comunicava e que ainda passa a ser a original maneira de transmiti-lo a todos? Virtualmente? Friamente? Egoisticamente? Discriminando, ferindo e até matando?

A corrupção do coração humano embota a alegria de comunicar originalmente Jesus. O espírito de Satanás quase derrota essa comunicação. Voltemos aos Evangelhos (exercício que os leitores devem e podem fazer todo dia) e vejamos Jesus entrando nas casas, falando,  congregando, apertando as mãos dos semelhantes, reaproximando, valorizando, educando, comunicando com a sua pessoa o amor de Deus. Não podemos desconsiderar essa forma original e com validade permanente de irmos ao encontro dos irmãos e irmãs do jeito de Jesus. Fora isso, o risco é de sermos frios, egoístas, internéticos, cibernéticos e tudo mais de moderno, até mesmo midiáticos mas não comunicarmos nada além da nossa pessoa.

Peçamos a Deus perdão quando assim nos comportamos e nos voltemos ao original Cristo que continua seduzindo todos nós.

Pe. José Marcilon da Silva