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Amor aos idosos, exemplo para os jovens

Alcione Evangelista de Souza e Efigênia Aparecida Bárbara, da Pastoral da Pessoa Idosa durante encontro com
senhoras da comunidade: Antônia dos Passos Santos, 85 anos, Deusmira Vieira da Silva, 71, e Maria José dos Santos, 78

 

A a dedicação ao próximo é o que move a Pastoral da Pessoa Idosa da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no bairro Alto Vera Cruz.  O trabalho é  realizado por uma equipe de 12 líderes, entre eles, dona Efigênia Aparecida Barbosa. Há dois anos ela participou de um curso de formação realizado por agentes da Pastoral de outras paróquias e, desde então, percorre as casas onde estão  os idosos mais necessitados para oferecer apoio.

 

“Fazemos as visitas sempre em duplas. Hoje, 75 idosos são assistidos mensalmente. Ouvimos as pessoas, identificamos suas carências e procuramos solucionar alguns problemas na medida de nossas possibilidades. O trabalho começa pela escuta. Prestamos atenção no que elas têm a dizer pois, a maioria quer mesmo é conversar, receber  carinho. Mas também tem aqueles que precisam de ajuda material. Então providenciamos   fraldas descartáveis ou algum medicamento”, explica dona Efigênia.

 

Além de evangelizar pelo testemunho, os líderes da Pastoral cuidam da espiritualidade dos idosos. Providenciam a visita do pároco, padre Elias Floriano dos Santos, àqueles que  estão  sem condições de ir à igreja, dando-lhes a oportunidade de se confessarem e de receberem a Eucaristia  em casa, todas as semanas.

“Todos nós estamos envelhecendo e um dia a gente vai precisar do apoio das outras pessoas. É preciso plantar para colher”.

 

A comunidade é ativa e, de acordo com dona Efigênia, apoia  o trabalho social da paróquia, seguindo o exemplo de  padre Elias. “Todo o movimento só progride se tiver um pastor à frente e o nosso pároco não mede esforços. Toda sexta-feira ele visita os enfermos na comunidade e às quartas-feiras, dia em que ele deveria descansar, pois não há celebração,  ele vai ao encontro dos paroquianos enfermos,  nos hospitais. Trata suas ovelhas pelo nome e, assim, motiva as pessoas a participarem dos movimentos da igreja”.

 

Dona Efigênia diz que se sente renovada quando retorna de uma visita e  vê o bem que fez. “Todos nós estamos envelhecendo e um dia a gente vai precisar do apoio das outras pessoas. É preciso plantar para colher. É com o exemplo que a gente educa os jovens para serem assim também”, conclui.