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Meios de comunicação acompanham debate sobre projeto de mineração na Serra da Piedade

Um projeto de exploração mineral na Serra da Piedade, território onde está o Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade – Padroeira de Minas Gerais, entrou na pauta de votação do conselho da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, nesta sexta-feira, dia 25. A proposta apresentada pela empresa de mineração prevê ampliar uma área já degradada da Serra da Piedade, ameaça a plantas e animais de um território singular, único no mundo, que integra a Mata Atlântica, o Cerrado e os Campos Rupestres. Apesar de ser reconhecida como reserva da biosfera pela Unesco, tombada pelo Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) e Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), a Serra da Piedade continua sob ameaça.

O reitor do Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade, padre Fernando César do Nascimento, diz que é notória a devastação feita na Serra da Piedade pela mineração. “Se não houvesse a presença da Igreja, há mais de 250 anos naquele território sagrado, a Serra da Piedade não existiria mais”.

A partir de pedido da conselheira Maria Teresa, que representa um fórum de proteção das bacias hidrográficas, a votação foi adiada, para que o projeto seja melhor conhecido e debatido. Ela diz que a retomada da mineração na Serra da Piedade é inaceitável e se mostrou preocupada com o futuro do território sagrado, caso o projeto de exploração seja aprovado: “A grande ferida seria ampliada, áreas intactas seriam mineradas”, afirma a ambientalista.

A próxima reunião do conselho, quando o projeto poderá retornar à pauta de votações, está prevista para ocorrer em fevereiro.
Muitos meios de comunicação fizeram reportagens sobre a audiência, noticiando a ameaça da mineração à biodiversidade do Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade.

 

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