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Amar e pacificar o coração

Não existe paz maior do que a paz que brota do amor.
Em nossos relacionamentos, costumamos amar na medida em que somos amados. Ou esperar receber para depois dar. Ou ainda nos afastar por não nos sentirmos amados. Sem mencionar atitudes mesquinhas como o desejo de desforra ou revanche. Somos muitas vezes impulsionados a agir dessa forma, mas o que nos estimula nesses casos é nosso egoísmo e desse tipo de atitude, não colhemos a paz verdadeira.

A paz que Jesus promete é uma paz que nos impele ao movimento do amor. O movimento do amor é sempre para fora. O amor nos faz sair de nós mesmos, nos faz sair de nossos processos pessoais infindáveis, de nossas mágoas envelhecidas, de nossos medos e limites, de nosso comodismo e preguiça, da exclusividade de nossos planos e intermináveis trabalhos.
 

A paz verdadeira será sua companhia se você decidir amar sem fazer cálculos, sem medo de perder, amar com a vida, saindo de si, adentrando o coração do outro
 

Ao sairmos desse casulo da nossa própria vida, nos deparamos com o OUTRO. Esse outro pode ser seu cônjuge, seu filho, seu colega de trabalho ou qualquer pessoa de seu convívio mais ou menos estreito que precisa de seu amor. Para amar esse outro é necessário se movimentar em direção a ele. De dentro de nosso casulo não há como enxergar as necessidades do outro. Ao sair, podemos notar com mais clareza que o outro tem uma história e que essa história muitas vezes nos faz compreendê-lo melhor. Se ousarmos dar alguns passos e deixarmos a falsa segurança do nosso casulo vamos ainda perceber que o outro traz feridas abertas e cicatrizadas que foram adquiridas ao longo da vida e que muitas vezes marcam também o comportamento daquela pessoa.

 

E se reunirmos ainda mais audácia de adentrarmos no coração do outro, sentiremos com ele e seremos capazes de amá-lo independentemente de suas posturas. Seremos capazes de dar sem esperar receber, de aproximar mesmo sem sinais de reciprocidade, de amar mesmo quando nos sentimos desprezados. Você pode estar pensando que essa medida é alta demais… Mas essa é a medida de Jesus. Quando maltratado e desprezado até o extremo, Ele escolhe amar e adentrando os nossos corações, sente conosco o peso do pecado e a dor das feridas da maldade. Para nos salvar e remir, Ele abraça a cruz redentora e por tanto nos amar morre por nós.

A paz verdadeira será sua companhia se você decidir amar assim. Amar sem fazer cálculos, amar sem medo de perder, amar com a vida, amar saindo de si, amar adentrando o coração do outro.
Que Jesus nos ajude nesse desafio de amor.

 

Anajúlia Gabino
Consagrada da Comunidade de Vida